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Saúde

Infecções estão entre os problemas mais comuns na saúde da mulher

Ginecologista de Erechim, Sérgio Fabris Junior, explica que há vários tipos e que o corrimento não é sinônimo de infecção

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Por Izabel Seehaber - izabel@jornalbomdia.com.br
Foto Divulgação

As infecções vaginais estão entre os problemas mais comumente observados nos consultórios médicos. Mesmo assim, algumas vezes, por vergonha ou falta de informação as mulheres não buscam um tratamento específico. É importante estar atenta a alguns cuidados e alterações, já que este tipo de problema pode afetar a saúde em geral.

O médico ginecologista de Erechim, Sérgio Fabris Junior explica que primeiramente é preciso identificar as úlceras que estão localizadas na parte externa da vagina, tais como as úlceras dolorosas (herpes), as indolores que geralmente são indicações da sífilis e as úlceras pouco dolorosas que são oriundas de uma bactéria chamada clamídia.“Esse é o primeiro tipo que geralmente ocorre e é apresentada como uma ulcera genital.O segundo tipo apresenta uma verruga genital que pode ser externa ou interna – no colo do útero ou até mesmo no anus – a qual é causada pelo vírus HPV. Neste cenário, mais de noventa por cento dos casos de verrugas não se associam ao câncer de colo do útero”, comenta.

Já o terceiro tipo de infecção genital, considerado o mais comum, é aquele apresentado por algum tipo de corrimento. Conforme o especialista, neste momento surgem as grandes dúvidas das mulheres que, na maioria das vezes pensam que não devem ter corrimento. “Quase toda mulher tem corrimento e isso não é sinônimo de infecção. Basicamente três tipos de corrimento que conseguimos distinguir, caracterizam os três tipos de infecções mais comuns: o primeiro é aquele espesso, branco – que tem a ver com um fungo chamado Cândida.Este provoca ardência, coceira, irritação e vermelhidão na região genital. É a segunda infecção mais frequente na mulher, sendo a primeira oriunda de um corrimento acinzentado, amarelado, com cheiro forte, que é de uma bactéria denominada Gardnella Vaginallis.O terceiro tipo acontece em maior quantidade, geralmente esverdeado e líquido, é exclusivamente de transmissão sexual”, pontua.

A Cândida e a Garnerella nem sempre estão interligados às doenças sexualmente transmissíveis. A primeira pode estar associada ao mau uso de roupas, ao abafamento exagerado da região genital, pelo uso de produtos sintéticos, de higiene íntima em demasia, roupas muito apertadas e pessoas que trabalham em ambientes muito úmidos e quentes. Além disso, o stress e a ansiedade podem provocar esse tipo de infecção. Outra causa são as águas termais em excesso e o fato de deixar o biquíni molhado, porque a água quente prolifera o fungo. Alguns tipos de antibióticos também podem causar a Cândida.

No segundo tipo, a bactéria vive na vagina normalmente, mas quando há um desiquilíbrio dessa defesa – stress, relação sexual com determinada frequência – podem surgir os problemas.

Orientações

Segundo Fabris, é fundamental que a mulher use o mínimo de roupas possível quando não necessário, por exemplo, na hora de dormir. Além disso, é importante evitar o excesso de produtos com muito perfume e usar com mais frequência lingeries de algodão, além de fazer a higiene adequada.

“As infecções através das úlceras, podem se tornar mais graves e de difícil controle, principalmente a sífilis que caso não tratada, pode atingir inclusive o coração. Portanto, é preciso de um diagnóstico precoce, com exames específicos, conforme a suspeita clínica do médico”, alerta o médico.

Já as outras infecções, se ocorrerem repetidas vezes, podem provocar doenças na região acima da vagina, como por exemplo, no útero, nas trompas e isso pode ocasionar dor, desconforto e dor na relação sexual.

Há também outro tipo de infecção que é mais difícil de diagnosticar, pois se apresenta no colo do útero –cervicite – e uma consequência ruim desta infecção é que pode gerar infertilidade, pois se aloja na trompa da mulher.

O especialista explica cita que a idade mais frequente para ocorrer as infecções é a partir do primeiro ano de relações sexuais. Hoje o comportamento sexual é mais precoce e muitas vezes mal realizado, sem proteção (camisinha). “Independente de ter namorado ou não, deveria se usar o método para evitar muitos tipos de infecção.Na idade entre 14 e 45 anos, as infecções acontecem com mais frequência. No momento em que a mulher chega no período menopáusico e pré-menopausico, muitas delas acabam reduzindo, até mesmo pela mudança hormonal dessas mulheres.Sempre que houver mais de um parceiro e não fizer uso da camisinha, a mulher fica exposta a esses tipos de infecções”, completa.

Tratamento

Cada doença tem o próprio tipo de tratamento, mas na maioria das vezes são utilizados antibióticos.

É importante que o médico analise o corrimento e verifique o tipo da infecção para conduzir o tratamento de forma mais efetiva.

Sensibilidade

Costumeiramente ouvimos o comentário: “A mulher está sempre suscetível a problemas de saúde, pois é mais sensível”. Questionado sobre o assunto, Dr. Fabris comenta que há controvérsias, mas afirma que a mulher geralmente apresenta maior índice de ansiedade, stress no dia a dia. “Na maneira de encarar os problemas, educar o filho, de se preocupar com si e com os outros, geralmente as mulheres tendem a se preocupar mais e isso pode acarretar uma sobrecarga na maioria das mulheres. A partir disso, pode ocorrer desconforto, choro, irritabilidade e isso, a médio e longo prazo, se não tratado, predispõe que as mulheres tenham algumas doenças físicas, como por exemplo, distúrbios do intestino, hemorroidas, problemas de estômago, enxaquecas. Com tais características estuda-se se, esse componente poderia alterar a linhagem de células responsáveis pelas defesas”.

 

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