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Opinião

Yom Kippur – 50 anos

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Pedro Lorenzi, em registro fotográfico em janeiro de 1974 na retomada das Colinas do Golan
Por Pedro Lorenzi
Foto Arquivo pessoal

Outubro de 1973.

Dia do Perdão!

Maior ferido religioso de Israel. A população inteira nas sinagogas orando, inclusive as Forças Militares.

A Liga Árabe, numa ação inusitada e relâmpago, aproveitando a desmobilização Israelense, invadiu o País pela quarta vez consecutiva desde a Independência de Israel. Em meia dúzia de horas, sem encontrar nenhuma resistência, mais da metade de Israel, já estava tomado, praticamente sem combates.

Os Generais da Liga Árabe estranharam o fato de não encontrar resistência e temendo que fosse uma armadilha e que pudesse haver um contra-ataque pela retaguarda, deixaram de avançar.

Foi a salvação de Israel, pois isso deu tempo de convocar de volta para os quartéis todas as Forças Armadas e iniciar a defesa do País sob a liderança Golda Meir e o comando de Moshe Dayan. Foram dias intensos de combates, mas aos poucos, as Forças Árabes foram empurradas de volta e as fronteiras reconquistadas.

Eu estive nesta Guerra.

Lá se vão 50 anos dos dias que perambulei ao longo das areias do Negev, entre o Mar Morto e o Eilat. Vi, e presenciei a morte de perto nas Colinas do Golan, mas sobrevivemos, como sobreviveu Israel.

Foi lá que presenciei, vi e aprendi a incomensurável determinação de um povo, de dar a vida pela Pátria.

Enquanto o sangue de homens e mulheres cingia as areias, ante oliveiras milenares, indestrutíveis, sob o estrondo das bombas, tive a convicção que nunca mais iriam exterminar a Terra da Gênese Divina.

Quando transpus o Portal de Jerusalém, tendo por cenário de fundo o Monte Calvário, tive a mais indelével sensação, que não mais teríamos guerras, e que os lírios nas areias germinariam em paz e pela paz no Oriente Médio.

E de joelhos, ante a pétrea tumba angular do Filho do Criador, chorei lágrimas… de sal e água…

Yacof, onde estará você?

Onde estará você, Yacof?

 

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