Outubro de 1973.
Dia do Perdão!
Maior ferido religioso de Israel. A população inteira nas sinagogas orando, inclusive as Forças Militares.
A Liga Árabe, numa ação inusitada e relâmpago, aproveitando a desmobilização Israelense, invadiu o País pela quarta vez consecutiva desde a Independência de Israel. Em meia dúzia de horas, sem encontrar nenhuma resistência, mais da metade de Israel, já estava tomado, praticamente sem combates.
Os Generais da Liga Árabe estranharam o fato de não encontrar resistência e temendo que fosse uma armadilha e que pudesse haver um contra-ataque pela retaguarda, deixaram de avançar.
Foi a salvação de Israel, pois isso deu tempo de convocar de volta para os quartéis todas as Forças Armadas e iniciar a defesa do País sob a liderança Golda Meir e o comando de Moshe Dayan. Foram dias intensos de combates, mas aos poucos, as Forças Árabes foram empurradas de volta e as fronteiras reconquistadas.
Eu estive nesta Guerra.
Lá se vão 50 anos dos dias que perambulei ao longo das areias do Negev, entre o Mar Morto e o Eilat. Vi, e presenciei a morte de perto nas Colinas do Golan, mas sobrevivemos, como sobreviveu Israel.
Foi lá que presenciei, vi e aprendi a incomensurável determinação de um povo, de dar a vida pela Pátria.
Enquanto o sangue de homens e mulheres cingia as areias, ante oliveiras milenares, indestrutíveis, sob o estrondo das bombas, tive a convicção que nunca mais iriam exterminar a Terra da Gênese Divina.
Quando transpus o Portal de Jerusalém, tendo por cenário de fundo o Monte Calvário, tive a mais indelével sensação, que não mais teríamos guerras, e que os lírios nas areias germinariam em paz e pela paz no Oriente Médio.
E de joelhos, ante a pétrea tumba angular do Filho do Criador, chorei lágrimas… de sal e água…
Yacof, onde estará você?
Onde estará você, Yacof?