Daqui um ano, final de julho do ano que vem, os partidos estarão se preparando para entrar no período das convenções municipais para definir candidatos a prefeito, vice-prefeito e vereadores para o mandato de 2025 a 2028. Mas como estão os movimentos em Erechim?
Dobradinha sedimentada
O atual governo, formado pelo prefeito Paulo Polis (MDB) e o vice-prefeito Flávio Tirello (PSDB), deve se manter para buscar a reeleição. Além dos dois partidos – MDB e PSDB -, conta com o apoio do PSB, Republicanos e Cidadania. Antes do Flávio trocar o PSB pelo PSDB, era dado como certa sua exclusão da chapa majoritária para o ano que vem. Com a migração para os Tucanos e a relação dos dois partidos no governo estadual, praticamente sedimentou a dobradinha. Lógico que sempre tem algo que possa ocorrer, pois a política é muito dinâmica, e o que hoje é, amanhã talvez.
PT e PCdoB juntos
O Partido dos Trabalhadores (PT) tem no vereador Anacleto Zanella seu principal nome, ele que é suplente de deputado federal. Membros do partido afirmaram à coluna que não pressionam Anacleto para concorrer e que essa será uma decisão só dele. O PT terá junto com ele o PCdoB, pois são uma federação, mais o PV, que anda meio sumido nos meios políticos em Erechim.
Mudou a maneira de se posicionar
O PDT tem no vereador André Jucoski seu pré-candidato a prefeito. André mudou até sua forma de atuar no Legislativo, sendo mais contundente em suas colocações e críticas ao atual governo. Conversa com os partidos de oposição e uma das opções é reativar a dobradinha PDT e Progressistas, como em 2020, só que para 2024 trocaria os nomes, com os vereadores André (PDT) e Renan Soccol (Progressistas).
O melhor nome para vice
Os partidos de direita e de oposição ao atual governo, com quem converso, veem em Renan Soccol (Progressista), o melhor nome para ser vice. Levam em conta dois motivos: a história do partido e a atuação coerente do parlamentar, nas pautas que defende. Mas Renan pode querer voos mais altos, e quem sabe, concorrer como candidato a prefeito. São movimentos naturais.
Os vários nomes do PL
Em recentemente encontro estadual da sigla realizado em Erechim, o nome do deputado estadual Paparico Bacchi foi lançado como candidato a prefeito, pelo presidente estadual, Giovani Cherini.
Mas se não quiser, e essa possibilidade é real e concreta em função do mandato de deputado estadual, o PL tem outros nomes: Cláudio Pagliosa (que concorreu a prefeito na eleição passada), Ernani Mello (atual vice-presidente, que está na organização partidária) e Marcos Lando (que concorreu a deputado federal e também a prefeito nas últimas eleições). Mas intramuros, tem quem defenda, e não são poucos, uma aproximação com o atual governo, tendo no bojo da negociação as eleições gerais de 2026.
Estrutura de campanha pode ser que o motive
Ventilam-se outros nomes que podem estar na disputa o ano que vem. O ex-prefeito Antônio Dexheimer (sem partido) é um nome que vem sendo sondado por algumas pessoas. Publicamente não revela sua vontade, mas interlocutores me afirmam que se lhe apresentarem uma estrutura de campanha, pode ser que o motive a estar na disputa. Ultimamente foi visto em alguns encontros políticos, algo que não fazia há muito tempo.
A vontade de estar na majoritária
O vereador Claudemir de Araújo (PTB) recentemente afirmou à coluna que gostaria de estar na majoritária no ano que vem, ou na condição de candidato a prefeito ou vice-prefeito. Não permanecerá no PTB. Aguarda a fusão com o Patriota ser homologada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ainda não se tem claro qual sigla irá ingressar.
“Quando esse sustentáculo essencial começa a ruir, é hora de partir”
Um nome que corre por fora é Jackson Arpini, que concorreu a deputado federal no ano passado. Em agosto deve estar deixando o PSDB e deve ingressar no União Brasil. Segundo Arpini, as agremiações são compostas por pessoas que convivem no dia a dia com a pluralidade e diversidade de ideias, próprio dos ambientes democráticos. Para ele, o sustentáculo maior de um partido, no qual existem pontos convergentes e divergentes, é o respeito: "Quando este sustentáculo essencial começa a ruir, é hora de partir". Com laços junto ao governo estadual, Arpini deve ir a Porto Alegre em agosto para agradecer a convivência com as lideranças tucanas. E sobre futuro político, afirma: “o tempo é o senhor da razão”.
Torcida não falta de quem quer seu lugar
Mas pelo que vejo, observo e converso com vários líderes partidários, muitos querem ser vice de Polis (MDB), e torcem que a coligação sofra desgastes nos próximos meses. Desta forma, o atual vice Flávio precisa fazer sua parte. A mudança do PSB para o PSDB, foi um movimento inteligente. Mas talvez, precise mais, pois torcida não falta de quem quer seu lugar.