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Política

Faltam pouco mais de 14 meses paras as eleições municipais

Veja quem são os nomes em Erechim que podem estar na disputa e as possíveis coligações

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Por Rodrigo Finardi
Foto Rodrigo Finardi

Daqui um ano, final de julho do ano que vem, os partidos estarão se preparando para entrar no período das convenções municipais para definir candidatos a prefeito, vice-prefeito e vereadores para o mandato de 2025 a 2028. Mas como estão os movimentos em Erechim?

Dobradinha sedimentada

O atual governo, formado pelo prefeito Paulo Polis (MDB) e o vice-prefeito Flávio Tirello (PSDB), deve se manter para buscar a reeleição. Além dos dois partidos – MDB e PSDB -, conta com o apoio do PSB, Republicanos e Cidadania. Antes do Flávio trocar o PSB pelo PSDB, era dado como certa sua exclusão da chapa majoritária para o ano que vem. Com a migração para os Tucanos e a relação dos dois partidos no governo estadual, praticamente sedimentou a dobradinha.  Lógico que sempre tem algo que possa ocorrer, pois a política é muito dinâmica, e o que hoje é, amanhã talvez.

PT e PCdoB juntos

O Partido dos Trabalhadores (PT) tem no vereador Anacleto Zanella seu principal nome, ele que é suplente de deputado federal. Membros do partido afirmaram à coluna que não pressionam Anacleto para concorrer e que essa será uma decisão só dele. O PT terá junto com ele o PCdoB, pois são uma federação, mais o PV, que anda meio sumido nos meios políticos em Erechim.

Mudou a maneira de se posicionar

O PDT tem no vereador André Jucoski seu pré-candidato a prefeito. André mudou até sua forma de atuar no Legislativo, sendo mais contundente em suas colocações e críticas ao atual governo. Conversa com os partidos de oposição e uma das opções é reativar a dobradinha PDT e Progressistas, como em 2020, só que para 2024 trocaria os nomes, com os vereadores André (PDT) e Renan Soccol (Progressistas).

O melhor nome para vice

Os partidos de direita e de oposição ao atual governo, com quem converso, veem em Renan Soccol (Progressista), o melhor nome para ser vice. Levam em conta dois motivos: a história do partido e a atuação coerente do parlamentar, nas pautas que defende. Mas Renan pode querer voos mais altos, e quem sabe, concorrer como candidato a prefeito. São movimentos naturais.

Os vários nomes do PL

Em recentemente encontro estadual da sigla realizado em Erechim, o nome do deputado estadual Paparico Bacchi foi lançado como candidato a prefeito, pelo presidente estadual, Giovani Cherini.

Mas se não quiser, e essa possibilidade é real e concreta em função do mandato de deputado estadual, o PL tem outros nomes: Cláudio Pagliosa (que concorreu a prefeito na eleição passada), Ernani Mello (atual vice-presidente, que está na organização partidária) e Marcos Lando (que concorreu a deputado federal e também a prefeito nas últimas eleições). Mas intramuros, tem quem defenda, e não são poucos, uma aproximação com o atual governo, tendo no bojo da negociação as eleições gerais de 2026.

Estrutura de campanha pode ser que o motive

Ventilam-se outros nomes que podem estar na disputa o ano que vem. O ex-prefeito Antônio Dexheimer (sem partido) é um nome que vem sendo sondado por algumas pessoas. Publicamente não revela sua vontade, mas interlocutores me afirmam que se lhe apresentarem uma estrutura de campanha, pode ser que o motive a estar na disputa. Ultimamente foi visto em alguns encontros políticos, algo que não fazia há muito tempo.

A vontade de estar na majoritária

O vereador Claudemir de Araújo (PTB) recentemente afirmou à coluna que gostaria de estar na majoritária no ano que vem, ou na condição de candidato a prefeito ou vice-prefeito. Não permanecerá no PTB. Aguarda a fusão com o Patriota ser homologada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ainda não se tem claro qual sigla irá ingressar.

“Quando esse sustentáculo essencial começa a ruir, é hora de partir”

Um nome que corre por fora é Jackson Arpini, que concorreu a deputado federal no ano passado. Em agosto deve estar deixando o PSDB e deve ingressar no União Brasil. Segundo Arpini, as agremiações são compostas por pessoas que convivem no dia a dia com a pluralidade e diversidade de ideias, próprio dos ambientes democráticos. Para ele, o sustentáculo maior de um partido, no qual existem pontos convergentes e divergentes, é o respeito: "Quando este sustentáculo essencial começa a ruir, é hora de partir". Com laços junto ao governo estadual, Arpini deve ir a Porto Alegre em agosto para agradecer a convivência com as lideranças tucanas. E sobre futuro político, afirma: “o tempo é o senhor da razão”.

Torcida não falta de quem quer seu lugar

Mas pelo que vejo, observo e converso com vários líderes partidários, muitos querem ser vice de Polis (MDB), e torcem que a coligação sofra desgastes nos próximos meses. Desta forma, o atual vice Flávio precisa fazer sua parte. A mudança do PSB para o PSDB, foi um movimento inteligente. Mas talvez, precise mais, pois torcida não falta de quem quer seu lugar.

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