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Opinião

Uso popular e medicinal da árvore espinheira santa ou cancorosa

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Uso popular e medicinal da árvore espinheira santa ou cancorosa
Por Roberto Ferron
Foto Eliza Tomoe Harada

“para tratamento de gastrite, ulcera estomacais, ....”

Hoje falaremos de árvore que seu nome já diz muito: “santa”, e acrescento “milagrosa”, trata-se da espinheira santa, também conhecida como cancorosa, maiteno, espinho de deus, sombra de touro. Nome científico e sinonímias: Maytenus ilicifolia, Maytenus aquifolium, Maytenus buchananni. Família: Celastraceae.

A Espinheira Santa é uma árvore pequena, ramificada desde a base, medindo até cerca de cinco metros de altura, com distribuição nos estados do sul do país, nos sub-bosques das florestas de Araucária, principalmente nas bordas das matas e nos campestres, e em terrenos pedregosos e de solo raso. Ocorre no Rio Grande do Sul, e também nos estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, porém em baixa frequência. Também no Paraguai, Bolívia e Leste da Argentina.

Esta planta é muito utilizada pelos índios brasileiros e em vários países da América do Sul. Desde 1922 ficou conhecida no meio científico, através do trabalho do Dr. Aloisio França da Faculdade de Medicina do Paraná, utilizando a planta para tratamento de úlcera gástrica crônica.

Trata-se de uma planta com dezenas de estudo científicos, onde verificou-se que os mecanismos de ação da espinheira-santa agem na superfície serosa da mucosa gástrica, diminuindo assim a secreção gástrica, que por sua vez reduz o número de úlceras e gastrites. Ela possui boas quantidade de taninos, especialmente epigalocatequina, que têm poder cicatrizante de lesões ulcerosas no estômago por controlar a produção de ácido clorídrico no órgão. Além disso, os taninos também são poderosos antissépticos por paralisar as fermentações gastrintestinais. Os óleos essenciais, especialmente o fridenelol, se destaca pelo efeito gastroprotetor. Por fim, a planta possui em sua composição os ácidos tônico e silícico, que possuem ação antisséptica e cicatrizante. –  Texto extraído do  link: https://drjulianopimentel.com.br/artigos/espinheira-santa-principais-beneficios/.

Portanto, tem relevante ação terapêutica nas doenças estomacais.

Parte utilizada: folhas e raízes

Constituintes: Terpenos, taninos, flavonoides, mucilagens, antocianos, alcaloides, ácido salicílico e clorogênico, minerais (sais de ferro, enxofre, sódio, cálcio).

Ação e indicação: Possui ação antiulcerogênica, laxativa suave, diminui acidez estomacal, gastrite, combate e mata a bactéria Helliobacter pylori, diminui refluxos, analgésica digestiva, coadjuvante nos tumores digestivos, normaliza funções gastrointestinais, cicatriza aftas (bochechos).

Uso popular: Possui ação diurética suave, desintoxicante, antibacteriana, cicatrizante (externamente para feridas, herpes, úlceras, escaras) e combate ressacas alcoólicas.

Seu chá das folhas e raízes tem diversas indicações, como para úlceras gástricas e intestinais, gastrite, dispepsia, indigestão, constipação e problemas no fígado. Outras indicações incluem anemia, câncer e também como anticonceptivo. Ainda, o chá pode ser aplicado topicamente em lesões da pele e machucados. Isso porque, os fotoquímicos presentes na espinheira santa e que são os responsáveis pelas suas atividades biológicas no organismo humano são terpenos, triterpenos, taninos e alcaloides.

Como fazer o chá e dosagem indicada

- o chá da casca ou raiz em decocção (ferver a água), deve-se colocar umas cinco (folhas pequenas) a dez (folhas grandes) folhas, que devem ser picadas, em uma caneca com água, e deixar ferver por 5 minutos. Após, desliga-se o fogo e aguarde por 15 minutos, complete com água até a quantidade de um litro. Tomar durante o dia.

- Fazer o tratamento por 7, 15 ou 30 dias, conforme o estado da doença. Aguarde uma semana, e volte a repetir o tratamento. E em mais outra oportunidade (três tratamentos). A eficiência está em fazer o tratamento correto e continuado, como se fosse usar a medição química.

Efeitos colaterais: Não utilizar na fase de amamentação, pois pode diminuir a lactação.

Escrevi que é uma planta “santa e milagrosa, porque comprovei na prática, pois me curei de uma gastrite crônica.

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