“para tratamento de gastrite, ulcera estomacais, ....”
Hoje falaremos de árvore que seu nome já diz muito: “santa”, e acrescento “milagrosa”, trata-se da espinheira santa, também conhecida como cancorosa, maiteno, espinho de deus, sombra de touro. Nome científico e sinonímias: Maytenus ilicifolia, Maytenus aquifolium, Maytenus buchananni. Família: Celastraceae.
A Espinheira Santa é uma árvore pequena, ramificada desde a base, medindo até cerca de cinco metros de altura, com distribuição nos estados do sul do país, nos sub-bosques das florestas de Araucária, principalmente nas bordas das matas e nos campestres, e em terrenos pedregosos e de solo raso. Ocorre no Rio Grande do Sul, e também nos estados de São Paulo e Mato Grosso do Sul, porém em baixa frequência. Também no Paraguai, Bolívia e Leste da Argentina.
Esta planta é muito utilizada pelos índios brasileiros e em vários países da América do Sul. Desde 1922 ficou conhecida no meio científico, através do trabalho do Dr. Aloisio França da Faculdade de Medicina do Paraná, utilizando a planta para tratamento de úlcera gástrica crônica.
Trata-se de uma planta com dezenas de estudo científicos, onde verificou-se que os mecanismos de ação da espinheira-santa agem na superfície serosa da mucosa gástrica, diminuindo assim a secreção gástrica, que por sua vez reduz o número de úlceras e gastrites. Ela possui boas quantidade de taninos, especialmente epigalocatequina, que têm poder cicatrizante de lesões ulcerosas no estômago por controlar a produção de ácido clorídrico no órgão. Além disso, os taninos também são poderosos antissépticos por paralisar as fermentações gastrintestinais. Os óleos essenciais, especialmente o fridenelol, se destaca pelo efeito gastroprotetor. Por fim, a planta possui em sua composição os ácidos tônico e silícico, que possuem ação antisséptica e cicatrizante. – Texto extraído do link: https://drjulianopimentel.com.br/artigos/espinheira-santa-principais-beneficios/.
Portanto, tem relevante ação terapêutica nas doenças estomacais.
Parte utilizada: folhas e raízes
Constituintes: Terpenos, taninos, flavonoides, mucilagens, antocianos, alcaloides, ácido salicílico e clorogênico, minerais (sais de ferro, enxofre, sódio, cálcio).
Ação e indicação: Possui ação antiulcerogênica, laxativa suave, diminui acidez estomacal, gastrite, combate e mata a bactéria Helliobacter pylori, diminui refluxos, analgésica digestiva, coadjuvante nos tumores digestivos, normaliza funções gastrointestinais, cicatriza aftas (bochechos).
Uso popular: Possui ação diurética suave, desintoxicante, antibacteriana, cicatrizante (externamente para feridas, herpes, úlceras, escaras) e combate ressacas alcoólicas.
Seu chá das folhas e raízes tem diversas indicações, como para úlceras gástricas e intestinais, gastrite, dispepsia, indigestão, constipação e problemas no fígado. Outras indicações incluem anemia, câncer e também como anticonceptivo. Ainda, o chá pode ser aplicado topicamente em lesões da pele e machucados. Isso porque, os fotoquímicos presentes na espinheira santa e que são os responsáveis pelas suas atividades biológicas no organismo humano são terpenos, triterpenos, taninos e alcaloides.
Como fazer o chá e dosagem indicada
- o chá da casca ou raiz em decocção (ferver a água), deve-se colocar umas cinco (folhas pequenas) a dez (folhas grandes) folhas, que devem ser picadas, em uma caneca com água, e deixar ferver por 5 minutos. Após, desliga-se o fogo e aguarde por 15 minutos, complete com água até a quantidade de um litro. Tomar durante o dia.
- Fazer o tratamento por 7, 15 ou 30 dias, conforme o estado da doença. Aguarde uma semana, e volte a repetir o tratamento. E em mais outra oportunidade (três tratamentos). A eficiência está em fazer o tratamento correto e continuado, como se fosse usar a medição química.
Efeitos colaterais: Não utilizar na fase de amamentação, pois pode diminuir a lactação.
Escrevi que é uma planta “santa e milagrosa, porque comprovei na prática, pois me curei de uma gastrite crônica.