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Blog do Marcos Vinicius Simon Leite

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Tudo bem?

Por Marcos Vinicius Simon Leite

Está certo. Vamos combinar: em nossas vidas, nem sempre as coisas andam bem. Faz parte da essência do ser humano ter altos e baixos. Momentos em que estamos bem e em outros, nem tanto. Mas se tem uma coisa que me deixa intrigado, são as formalidades, em especial, as “informais” formalidades. Me refiro ao tradicional cumprimento entre as pessoas. O famoso… “tudo bem”?

Com licença

Ainda não inventaram algo tão simpático quanto o “tudo bem”. É uma forma bem amigável de começar uma conversa ou mesmo de cumprimentar alguém que conhecemos. Mas devo aqui confessar que essa expressão pode esconder duas facetas. Da parte de quem pergunta, sem querer realmente saber se estamos bem e da nossa parte, que mesmo quando não estamos bem, respondemos tão automaticamente quanto quem nos pergunta. Então, como um inconformado, fico imaginando as reações quando alguém responde dizendo que não. Algo tipo: - Tudo bem? – Não, não está bem! Esta expressão, nesses casos, seria mais sincera se fosse perguntada como um “com licença”.

Ajuda

Num outro prisma, imagino a situação contrária. Quando alguém realmente pergunta se outro está bem, mas recebe como resposta o tradicional “tudo”. Quantas pessoas, entristecidas, envolvidas em problemas complicados ou mesmo a sofrer de silenciosa depressão acabam por perder a oportunidade de responder que não. Não estou bem! Quantas pessoas já não poderiam ter sido salvas com esta simples pergunta. Pior de tudo, é saber que o corpo fala. A tal linguagem não verbal. Vemos isso quando alguém que conhecemos não anda bem. Ignoramos os sinais e damos passagem ao sofrimento.

Mentiras

O livro da escritora alemã Irmtraud Kruger, que no Brasil leva o título “Da impossibilidade de viver sem mentir”, classifica as mentiras por classes. E essa, de cumprimentar as pessoas com o “tudo bem” é uma daquelas situações em que costumeiramente mentimos. Assim fazemos porque perguntamos, ainda que não queiramos saber da resposta. Ou respondemos que sim, que estamos bem, mesmo em situações em que isso não é verdade. Mentimos.

Simpatia

Se quisermos ser simpáticos ou mesmo agradáveis, o “tudo bem”, cai bem. Mas se pudermos ser sinceros e preocupados com as pessoas do nosso convívio, podemos fazer a diferença na vida do outro. Basta que, ao percebermos algum sinal contrário, repitamos a pergunta. Porém, para que isso realmente aconteça ou faça a diferença no dia de alguém, precisamos estar disponíveis para os outros. E quem estará?

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