Salve maio!
Maio é conhecido como o mês das mães. A palavra “maio” tem origem na deusa grega Maya, mãe de Hermes, identificada na mitologia romana como a deusa da fertilidade. Na língua inglesa, “may” também é um verbo e significa poder, mas no sentido tornar as coisas possíveis, como o amor materno. E como uma boa mãe, este mês reconheceu seu décimo sétimo amanhecer como sendo o “Dia Internacional contra a homofobia, transfobia e bifobia”. É assim, desde que em 1990 a Organização Mundial da Saúde reparou um erro histórico, que considerava a homossexualidade uma doença.
Significados
Das três formas acima, que em verdade são intolerâncias, a biofobia parece ser a mais recente. Refere-se a prática de ideias, sentimentos e atitudes negativas, preconceituosas ou discriminatórias contra a bissexualidade. É contra essas atitudes históricas que os movimentos sociais promovem ações de conscientização. Algumas são acertadas e outras nem tanto. É como na política. Há sempre alguém que diz certas verdades, mas que parece não fazer com o coração.
Movimento LGBT
Dentro dos movimentos sociais que buscam erradicar o preconceito sexual, ganha destaque o LGBT. No início era simplesmente GLS. Surgiu tão logo a OMS reconheceu o equívoco da ciência, que tratava a homossexualidade como doença. Hoje, a sigla agrega outras derivações, tornando-se praticamente indeclarável em razão de seu tamanho: LGBTQQICAPF2K+. Por ser demasiado extenso, há quem prefira dizer simplesmente LGBT, sem discriminar os demais integrantes, é claro. É tipo a sigla da sigla.
Privacidade e publicidade
Na sociedade moderna, a prática sexual é considerada saudável quando assume a prerrogativa da privacidade, que é um direito universal. Significa dizer, que deve ser praticada em ambiente fechado. Logo, se a sexualidade ficasse restrita ao ambiente, não haveria preconceito. Mas não. O preconceito se dá em razão de as pessoas manifestarem suas preferências, no desejo também de tornarem públicas as suas escolhas e não sofrerem por isso. É neste ambiente que a defesa das minorias merece respeito, ganha importância e enfrenta resistências. Para delimitar essa linha, do que poderia ou não ser público, basta olhar para as crianças. Aquilo que é saudável às crianças, é saudável à sociedade e pode se tornar público. Ponto.
Amor e sexo
Não há dúvidas de que a sociedade moderna é sensualizada, erotizada. Lamentavelmente, o sexo parece ser mais atrativo que o amor. Aliás, é justamente esta valência, a do amor, aquela capaz de transformar as pessoas, fazê-las entender o sentimento alheio, as escolhas de cada um e suas manifestações. No entanto, por vezes os movimentos de proteção daqueles que sofrem preconceito parecem desvirtuar a essência de seus propósitos, deixando de promover o amor universal para fazer apologia às suas escolhas sexuais, que como já dito, deveriam ficar ao âmbito da privacidade.
No futuro
A prática do preconceito e da discriminação é, sobretudo, um atentado contra a humanidade. A opção sexual é uma das causas atingidas. Há também as étnicas, a das pessoas portadoras de deficiência, entre tantas que até desconhecemos. O que as une, é a necessidade de, com amor, ensinar que toda e qualquer diferença deve ser entendida como uma manifestação da natureza e, portanto, ser protegida, tolerada e respeitada.
Nunca se sabe
Nem mesmo um homofóbico ou xenófobo está livre, de que ao longo de sua jornada, lhe aconteçam fatos que o coloquem em uma situação de hipossuficiência. Uma doença, a perda dos movimentos, enfim, coisas que acontecem a todos, podem levar uma pessoa preconceituosa a ter de lidar com situações complicadas. Em verdade, não deveríamos estar diante de uma causa de natureza sexual, no caso do movimento LGBT. Deveríamos sim, o que seria muito mais relevante, é lutarmos contra todo e qualquer tipo de preconceito. Contra a discriminação. Lutar por respeito, com amor e em favor da vida.