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Blog do Marcos Vinicius Simon Leite

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Até breve

Por Marcos Vinicius Simon Leite

Amanhã à noite, dia seis de outubro, depois de meses e meses de preparo, embarcamos para Portugal. Encerra-se um ciclo, ainda que provisório e começa outro, gigante pela própria natureza. Vamos todos em busca dos ideais. A vida é assim. Pelo menos a minha é assim, cheia de ideais. E nesses setenta e poucos dias de espera, vivemos uma espécie de despedida. Dar adeus é uma forma de morrer, mas de um jeito que permite acreditar que a vida continua.

Os princípios da vida

Nascer é um exercício de esforço. Recomeçar a vida também. As aves precisam quebrar a casca, as sementes precisam romper a cova. Não há evolução sem trabalho, sem desafio. Deixar a zona de conforto tem seus riscos, reconheço. Mas só quem tem coragem sente o verdadeiro gosto da missão cumprida. E como a felicidade não está no objetivo, mas sim no caminho, na forma como se anda, qualquer resultado é sempre positivo quando se faz as coisas com amor. Isso alivia o peso da decisão e transforma qualquer dissabor em combustível.

Os princípios da morte

A morte também tem seus princípios. Por força da minha profissão original, sempre lembro dos “princípios contábeis” e, em decorrência deles, das convenções. E a que me chama mais atenção neste momento é a da materialidade: não se perde perde tempo com registros cujos controles podem se tornar mais caros que o bem a ser controlado, resumindo. Mas, se para viver é preciso ter noção da materialidade ou relevância das coisas, para morrer, nascer novamente ou mesmo empreitar uma grande virada na vida, é preciso um outro princípio, uma outra convenção: a da espiritualidade.

Princípio da espiritualidade

Se para a vida temos as questões materiais, dada a dimensão em que vivemos, para a morte, para a mudança, evolução, temos o princípio da espiritualidade. Para quem acredita que a passagem não seja um fim, mas apenas uma nova dimensão, aconselho se preocupar mais com o que está por vir do que com o que vivemos e amealhamos. Afinal, tudo passa. Ficar apegado as coisas, aos objetos, à fama e tudo o que está no passado, atrasa a nossa evolução. Sei que há enormes riscos em deixar tudo para trás e levar na bagagem apenas o essencial. A pandemia nos ensinou isso. Mas confesso estar orgulhoso, de que tudo o que efetivamente tenho de “caro”, no sentido da estima, cabe dentro de uma Kombi, incluindo minha família. O resto, é desapego. Lá na frente, um dia, um de nós terá razão. Se eu estiver errado, o materialista vai ostentar um sorriso sarcástico, mas seu eu estiver certo, ajudarei outras pessoas a desapegarem-se daquilo que nos deixa travado.

Novidades

Mas para o leitor do jornal, a quem me dirijo, imagino que esse novo momento seja mais uma oportunidade. De Portugal, terei novos conteúdos, novas experiências e novos aprendizados a compartilhar. Enquanto a vida vai passando, enquanto vamos experenciando, vamos também dividindo, contando, observando e vivendo os novos desafios. Por sorte, deixo o Brasil com um sentimento de esperança. O sentimento de quem não o está abandonando, sempre acreditando que o nosso país é realmente maravilhoso, mas também insistindo que há muito a ser feito, não no Brasil, mas na educação e na formação do povo brasileiro. Até breve Brasil, pátria do evangelho, coração do mundo!

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