Balanço
Já faz algum tempo que não exerço a atividade de Contador, diuturnamente. Mesmo assim, determinados termos e a forma de pensar a gente nunca esquece. Por isso, na coluna de hoje, farei um pequeno “balanço” deste último ano que passou aqui neste espaço. Não me refiro ao ano civil, mas ao meu primeiro aniversário como colunista regular do Jornal Bom Dia.
Antagonismo feminino
Este foi o título da minha primeira coluna regular, publicada em 21 de setembro de 2021. De lá até aqui, foram mais 106 publicações, duas por semana. Nesse período, os assuntos foram alternados: política, espiritualidade, Filosofia e História. São os mais fascinantes, sem esquecer de relacionar os fatos com o nosso cotidiano. E, nesse tempo, publiquei meu livro de crônicas – Página 6 – Descolunando. Lembrando que segue à venda no estabelecimento cultural mais charmoso de Erechim, a Livraria e Sebo Agridoce e, em Porto Alegre, na Livraria Santos, do Barra Shopping, uma ilha resistiva no meio daquele templo de consumo.
Os leitores
Sim, eu não poderia deixar de lembrar dos leitores. Afinal, de que adianta ter disciplina, escrever, publicar, se não tivermos leitores? Este é, portanto, o maior desafio deste trabalho. Há sempre uma semeadura, mas diferente da parábola de Jesus, o escritor nunca imagina o que suas sementes podem produzir, nem tampouco onde irão parar. Mesmo assim, o trabalho não pode cessar e a palavra, bem intencionada, sempre deve ser emitida. Isso também torna este trabalho interessante, pois de onde a gente nem imagina, há sempre uma que outra semente germinando, frutificando. Imagino o dia em que algum leitor, que não seja apenas o meu amigo Ronnie, guardar algum reconte de minhas colunas do jornal.
A utilidade
Mesmo que pareça engraçado, até quando um texto não gera nenhuma reação nos leitores, nem mesmo nas pulsantes redes sociais, também temos lá a nossa utilidade. E foi mais ou menos isso que tentei dizer na coluna “Não seja cretino”, publicada na edição de 03/11/2021. Se você não leu, compre o livro, estão todas lá! Diferente do jornal que embrulha o peixe, já que sou um Contador, vou relembrar de outra situação, quando estava levando meu filho Pedro ao colégio. Ele entrou no carro e disse: “Bah, pai, pisei em cima de ti”, ao se referir à minha coluna, que estava a proteger os tapetes do carro. No final das contas, a gente sempre tem alguma serventia.
Feedback
Mas se há alguma coisa que nos dá mais e mais vontade de escrever, é quando recebemos a crítica de algum leitor. No meu caso, isso não é muito frequente, mas quando acontece, é sempre muito profundo. Destaco as ligações que recebi da Dona Marlene, do Sr. Jaime e do Padre Severino, que foram especiais e inesquecíveis. Também, os e-mails que recebi, com destaque para o mais recente, vindo do italianíssimo Vitor Nardelli. Estes leitores, guardam entre si uma característica que muito me encanta: a experiência de terem ou estarem chegando aos oitenta anos. Isso, por si só, já é maravilhoso. Tenho certeza de que se os leitores lessem ou ouvissem o que recebi, ficariam também emocionados. O carinho de gente vivida é sempre mais valioso.
Gratidão
Por essas e outras, deixo aqui, meu especial agradecimento à equipe do Jornal Bom Dia, em especial ao Sheriff Rodrigo Finardi, ao Dr. Helio, ao colega Neivo Zago e todos aqueles, que embora não sejam protagonistas, fazem o jornal acontecer. Se de alguma forma somos semeadores, são esses trabalhadores que proporcionam aos leitores desse amado jornal, as correntes de vento mais assertivas, para que as sementes cheguem diariamente aos canteiros que mais precisam. Obrigado!