Os Teoremas de Pitágoras
Dos tempos do colégio, aquele que não lembra do Teorema de Pitágoras, ou tem memória curta ou faltou a esta aula. Mas hoje vou abordar um outro teorema de Pitágoras: o da educação. Segundo o matemático: é preciso educar as crianças para que não seja necessário punir os adultos.
Lei da palmada
Em vigor desde 2014, a Lei da Palmada trouxe inovações ao Estatuto da Criança e do Adolescente. A ideia da norma foi trazer ao ordenamento jurídico alternativas para o uso da força como meio de se impor limites ao comportamento das crianças e adolescentes. Entre outras inovações, previu também o encaminhamento da criança ou adolescente para o tratamento psicológico ou psiquiátrico. Assim, para que seja evitada a palmada, a lei conduz ao tratamento.
No tempo antigo
Embora muitos ainda a utilizem, antes do Estatuto da Criança e do Adolescente, era comum os pais ou responsáveis fazerem uso da palmada para conter comportamentos indesejados. Eu lembro bem. Quando criança, em determinadas ocasiões, só uma boa palmada restabelecia a harmonia e acalmava os ânimos. Haviam exageros, e como! Mas pais saudáveis sabiam dosar a força e seus filhos tornavam-se cidadãos de bem, honestos e respeitadores das interações sociais. Ao contrário, as crianças mimadas, que nunca apanhavam, costumavam apanhar da vida, depois de adultos ou velhos.
Olho por olho
Felizmente nossa sociedade evoluiu e o uso da palmada parece ter ficado no passado. Mesmo assim, ainda convivemos com pessoas impertinentes, educadas (ou mal educadas) antes da Lei da Palmada. Pessoas de personalidade narcisista, individualistas, portadores de um ego doentio. Gente que precisa do próximo apenas para atingir os seus planos mais medonhos. Por isso, ainda hoje, convivemos com o desrespeito. É como se, de uma hora para outra, a criança interior, indomada, aflorasse em nossas atitudes de adulto. Com efeito, não raro, provocam os outros a partirem para as vias de fato.
Quem provoca
O provocador, que tem o legítimo e covarde comportamento de marica (como se dizia no tempo antigo), quando apanha, agora corre para o os braços do Poder Judiciário. Reclamam lesão corporal, dano moral, como a criança mimada de antigamente, que apanhava dos colegas e voltava para casa chorando. Não vou aqui, me posicionar em favor da violência, jamais. Mas vou bradar contra os outros tipos de violência e que levam ao mesmo resultado. Sou a favor, sim, do respeito. Por esta razão, uma boa palmada, uma biaba do lado do ouvido, como se fazia antigamente, pode ser uma boa solução contra pessoas difíceis. Um retrocesso, eu sei, porque em algum momento faltou algo na educação dessas pessoas.
Como dizia Pitágoras
E já que a gente faz essa comparação, entre o tempo antigo e a modernidade, é bom relembrar costumes que davam certo. O respeito, portanto, nunca poderia se perder. Infelizmente, ainda temos pessoas, que mesmo tendo passado dos cinquenta, dos sessenta anos, ainda ostentam comportamentos de crianças mimadas, dignas de uma boa palmada. São seres mal educados, que depois que provocam e apanham, correm chorando às portas do judiciário. São facilmente ofendidas, mas esquecem de refletir sobre suas atitudes. Pior, desequilibram o sistema social e dão mau exemplo. Quem sabe os juízes aprendam e conduzam esses maricas aos psiquiatras, a exemplo da Lei da Palmada. Afinal, ninguém apanha por acaso.