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Blog do Marcos Vinicius Simon Leite

As novas Anne Frank – Parte I

Por Marcos Vinicius Simon Leite

Recentemente, andei lendo sobre alguns acontecimentos do Século XIX, de onde veio, inclusive, a inspiração para escrever sobre os cabungos e as escarradeiras, dias atrás. Nessa toada, assisti ao filme “Anne Frank, minha melhor amiga” e que recentemente descobriram quem foi seu delator. Me dei conta de como o tema “nazismo” se faz presente. E, para encerrar o momento, a Rússia decide invadir a Ucrânia. 172 anos de História e comportamentos repetidos. Mas antes de prosseguir, é preciso falar quem foi Anne Frank, porque muitos jovens não sabem nem mesmo o que foi a Segunda Guerra Mundial. Pior, se se mantiverem os mesmos comportamentos de outrora, poderemos estar diante da Terceira Grande Guerra.

Quem foi Anne Frank

Anne Frank foi uma menina dos tempos de guerra. Seus pais, judeus, fugiram do epicentro da perseguição nazista e foram para Holanda. Mais tarde, com o avanço das tropas de Hitler, seu pai, Otto Frank (único a sobreviver), construiu um esconderijo secreto, nos fundos de um armazém, na região central de Amsterdam. Lá, sua família ajudou a proteger outras pessoas perseguidas. Viveram secretamente até serem dedurados e depois descobertos pela polícia alemã. Neste local, Anne Frank escreveu um diário, descoberto anos mais tarde, depois de ser levada para os campos de concentração. Uma história verdadeira, contada pelos olhos de uma menina daquele tempo. O Diário de Anne Frank foi transformado em livro e se tornou um best seller, com mais de 35 milhões de exemplares vendidos. Foi traduzido para mais de 60 idiomas e deu origem a uma fundação mundialmente reconhecida. Felizmente, há muito conteúdo na internet para você conhecer, como o recente filme.

Anne Frank, minha melhor amiga

Não deixe de assistir este filme. Digo isso especialmente aos jovens, cansados de suas aulas de “religião” em pleno Ensino Médio. Jovens que não aprendem História como se deveria, em que pese ser um filme para todas as idades. E já que não sou crítico de cinema, não darei “spoiler”. O filme é repetitivo, sim. Não traz nenhuma novidade sobre a guerra. Até porque, quem busca novidade na guerra, não tem o que fazer. Por outro lado, a obra mostra valores, princípios, coisa que a família moderna está desacostumada. Irmãos não cuidam mais de irmãos, por exemplo. Hoje em dia, as crianças sequer têm irmãos. Vivemos a geração em que a taxa de natalidade é de 1,8 filhos. E como não existe “quase filho”, ou é um, ou são dois, temos essa média: 1,8. Enfim, uma boa oportunidade para você estudar História na pegada do “fique em casa”.

O nazismo hoje

O nazismo é um tema delicado e jamais deve ser esquecido. Digo isso, porque ainda se repetem comportamentos que eram adotados pelos nazistas. Racismo, homofobia, xenofobia e, o mais sutil de todos e não menos perigoso: a desinformação. Embora não seja violenta, a desinformação permite o esquecimento e os falsos conceitos. Uma vez esquecido, se permite a repetição dos erros. Sistematicamente, a sociedade ideal vai sofrendo ameaças, ataques e violações e raramente percebemos. Quando abrimos os olhos, ou mesmo ligamos a televisão, uma guerra que há uma semana não existia, eclode, em tempo real. Não saia por aí odiando os russos! Odeie a guerra, sempre! Amanhã, continuo a minha história. Contarei como foi que conheci outra Anne Frank, bem aqui, pertinho da minha casa. Até amanhã.

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