O réu acusado pelo estupro, morte e ocultação do cadáver da menina Patrícia Fátima Sosin de Oliveira, de nove anos, será submetido ao júri popular. A sentença de pronúncia foi proferida ontem (23) pelo juiz Marcos Luis Agostini, titular da 1ª Vara Criminal de Erechim, na tarde desta quarta-feira (23). O magistrado entendeu que o réu confesso, Marcos Antônio da Rosa, cometeu o crime por meio cruel, mediante recurso que dificultou a defesa da vítima, por motivo torpe e fútil.
Acusação
De acordo com a investigação policial, Marcos Antônio da Rosa é acusado de no dia 28 de janeiro de 2015, por volta de 17h, estuprar e matar Patrícia Fátima Sosin de Oliveira, na época com nove anos de idade. O crime revoltou a população regional pelos requintes de crueldade praticados contra uma criança. "Na ocasião, o denunciado avistou a vítima, sozinha, caminhando em via pública e aproximou-se dela, perguntando onde estava indo. Agarrou a vítima pelos cabelos e levou-a para o mato, quando a vítima começou a se debater", conforme descreve o juiz no texto original da sentença.
Na sequência o documento destaca que o réu cometeu a violência sexual e praticou o assassinato. "O denunciado praticou o delito em estado de embriaguez, circunstância agravante, pois já havia ingerido duas doses de caipira (cachaça) em sua residência, bem como já havia adquirido uma garrafa de cachaça momentos antes num bar, chegando em sua residência, após a pratica do crime, com a garrafa de cachaça já parcialmente consumida", descreve o mesmo texto.
Interrogado em juízo o réu confirmou serem verdadeiras as acusações, com exceção do delito de ocultação de cadáver. "A única coisa que eu não fiz ali foi a ocultação do cadáver. Eu peguei e joguei no meio de uma roça de milho e deixei lá", destacou o réu que justificou o crime dizendo que "sentiu vontade de matá-la naquele momento", de acordo com declarações nos autos do processo.
Relembre o caso
Rosa era vizinho da vítima e no dia do crime, de acordo com a investigação feita pela Polícia Civil na época, teria atraído a mesma para uma emboscada na comunidade onde ambos moravam. Conforme o inquérito policial, Rosa, levou a menina até o local e a estuprou. Para impedir a tentativa de reação da vítima, ele a matou com 12 facadas e segundo a polícia continuou com o estupro. Logo após ele enterrou o corpo. No dia seguinte o acusado voltou ao local e percebeu a terra que cobria o corpo da menina havia sido removida pela chuva da noite anterior. Então o suspeito removeu o corpo e o transportou para outro local. Com as buscas realizadas pela polícia o assassino mais uma vez desenterrou o corpo e o desovou em um milharal. Rosa se entregou após ser procurado pela polícia na região.