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Saúde

Cuidados intensivos e presença familiar como tratamentos na prematuridade

Profissionais destacam que período delicado conta com suportes eficientes no processo de recuperação das crianças

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Médica pediatra Kátia Saleme salienta a importância do assunto considerando que não é algo tão incom
Por Izabel Seehaber - izabel@jornalbomdia.com.br
Foto Izabel Seehaber

A última semana contou com várias atividades relacionadas à prematuridade em Erechim, considerando que na quinta-feira (17) foi comemorado o dia mundial para tratar sobre o assunto. Os bebes prematuros são aqueles que nascem antes de 37 semanas de gestação, sendo que vários motivos podem levar à prematuridade, tais como infecção, descolamento de placenta, gravidez de gêmeos e doenças como diabetes, pressão alta, entre outras.

Sendo assim, o acompanhamento médico juntamente com cuidados com a alimentação, podem ser fundamentais para evitar complicações.

Conforme a enfermeira da UTI neonatal do hospital de Caridade, Gislaine Marinho Cardoso, a prematuridade é um período delicado mas existe um mito de que os prematuros serão doentes. "Estes bebês serão normais, só nasceram antes do tempo e vão precisar de alguns cuidados que estão disponíveis em uma Unidade de tratamento intensivo. A preocupação é normal e nós procuramos orientar os pais. É uma satisfação quando eles saem do hospital recuperados. Mas com certeza criamos um vinculo não somente com a criança mas com a família".

Neste ano, a entidade promoveu a primeira semana de sensibilização à prematuridade, com o intuito de debater sobre o tema.
A médica pediatra Kátia Saleme salienta a importância do assunto prematuridade, considerando que não é algo tão incomum e atualmente há mais tecnologias que possibilitam um melhor tratamento aos bebês até mesmo mais pequenos. "É um período delicado, de riscos e precisa de bastante suporte. Inclusive, a presença dos pais, pois observamos que os bebes que recebem a visita, têm uma recuperação mais rápida", destacou.
Em relação a alguns mitos frequentes, a especialista cita a questão de que muitas pessoas consideram mais positiva uma criança nascer de sete meses ao invés de oito, porém, quanto mais cedo a criança nasce, podem ocorrer mais riscos.

"Aprendemos que o amor chega mais cedo"
Os pais Giovana e Gustavo Priess, vivenciaram uma fase delicada após o nascimento da pequena Betina, que agora está com sete meses de idade. 
Ao chegar na residência da família, a reportagem do Bom dia foi recebida com muito carinho pelo casal e pela bebê que estava tranquila no colo do pai. O carinho e o amor são os sentimentos que se destacam no ambiente. 
Contudo, quem observa essa cena atualmente, não imagina a difícil jornada que a família enfrentou. Isso porque a bebê nasceu com 25 semanas, 580 gramas e precisou ficar internada na UTI neonatal do hospital de Caridade por cerca de cinco meses. A mãe relata que isso aconteceu em razão de um descolamento de placenta. "Foi um período em que estávamos direto no hospital, tirava o leite. Foi um processo difícil, mas temos que ter fé, amor, passar segurança para o bebê, pois eles sentem. Sabíamos dos riscos, mas não pensávamos o pior. Escutávamos muito a palavra "estável", isso nos acalmava. Aprendemos que o amor chega mais cedo", destacaram os pais.
A confiança na equipe médica e de enfermagem foi outro aspecto destacado.

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