Em uma coletiva de imprensa realizada na tarde desta segunda-feira (31), na sede do 13° Batalhão da Brigada Militar (13°BPM), o comandante tenente-coronel, Eliel de Souza Roque, salientou a importância da comunidade para chegar aos culpados pelo assalto e morte do terceiro sargento, João Marcelo Borges Desidério (43), durante um assalto a uma agência bancaria em Erval Grande. Os crimes ocorreram na madrugada do último sábado (29).
De acordo com comandante as buscas seguem sendo realizadas por agentes do 13°BPM, com apoio de unidades da Serra Gaúcha e também de Santa Catarina. “É importante que a comunidade toda a região que tiver conhecimento de qualquer fato ou pista, nos ligue, pois carecemos de informações para encontramos descobrirmos o trajeto por onde eles passaram e localizar o paradeiro da quadrilha. Liguem para o 190 ou para o telefone da sede do batalhão, (54) 3520-2250, 3362-1190 e 3341-1630”, destacou o comandante.
Mais segurança
O comandante também destacou que pretende se reunir nos próximos dias, com prefeitos da região do Alto Uruguai, solicitando que os munícipios invistam em tecnologias de segurança, como o vídeo monitoramento. “Também vamos conversar com os bancos, para que eles também reforcem a segurança. Neste caso de Erval Grande, agência não tinha câmeras e alarmes, mesmo movimentando uma quantidade de dinheiro muito grande”, ressaltou Roque.
Situação inesperada
O tenente coronel lembrou que desde o dia 21 de outubro, a Brigada Militar, já vinha fazendo um trabalho de monitoramento na região da ERS 480, que liga a região do Alto Uruguai a Santa Catarina, com objetivo de combater crimes de contrabando e assaltos a ônibus. “Já tínhamos um efetivo além do normal apoiando, inclusive no dia do fato, tivemos guarnições em Erval Grande fazendo abordagens na balsa da Praia Bonita, mas infelizmente aconteceu o fato e desde então seguimos concentrando nossos esforços naquela região” ,destacou o comandant
Roque também afirmou que os criminosos estavam preparados para a reação da polícia.“Eles sabiam que a viatura tinha saído da cidade, mas não contavam que outra voltaria”, explicou.
Pedido de apoio
O comandante explicou que os policiais militares rendidos pelos criminosos, não puderam pedir qualquer tipo de ajuda. “Uma pessoa ouviu os tiros e ligou para um policial que trabalha naquela cidade. Por que infelizmente os delinquentes trabalham com planejamento são organizados, tanto é que o veículo que foi abandonado, tiveram o cuidado de tirar todas as marcações dos chassis para dificultar a identificação. Depois que atingiram o policial restou ao outro apenas se render. Então eles tiraram armas e carregadas destruíram os celulares, deixando os oficiais sem contato. Foi graças a esta pessoa que ligou avisando que conseguiram fazer os primeiros socorros”, salientou o tenente coronel.
Emboscada
Na coletiva o comandante - para não prejudicar as investigações que estão sendo feitas pela Polícia Civil - preferiu não apresentar muitos detalhes sobre o fato, mas confirmou que o sargento João Marcelo Borges Desidério (43), foi atingido com pelo menos seis disparos. “Todos de fuzil, arma de grosso calibre”, lamentou.
Para o comandante os criminosos praticaram uma emboscada contra os policiais. “Quando a viatura começou se aproximar eles começaram a disparar, então em certo momento ela parou, devido a quantidade de tiro e o sargento desceu do veículo e disparou em direção ao banco, que era de onde também vinham tiros, momento que ele foi alvejado, também pelas laterais”, explicou.
Quadrilha paranaense
Conforme o comandante, pelo veículo encontrado, trata-se de uma quadrilha possivelmente vinda do Estado do Paraná. “Claro que eles tinham informantes aqui que monitoravam a saída e chegada das viaturas para saber o momento de atacar. Mmas pelo chassis do veículo que encontramos, descobrimos que o veículo havia sido furtado em Curtiba, o que indica que são pessoas que vieram de outro estado para cá”, finalizou o comandante.