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Saúde

Depressão: tratamento e apoio como suportes na recuperação

Terapia cognitiva é apontada como uma das técnicas para auxiliar os pacientes

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Por Izabel Seehaber - izabel@jornalbomdia.com.br
Foto Divulgação

A depressão está entre as doenças mais comentadas e que vem trazendo mais preocupação à sociedade nos últimos tempos, principalmente em razão do aumento no número de casos.

Conforme dados da Associação brasileira de familiares, amigos e portadores de transtornos afetivos, no mundo inteiro, a depressão atinge um número cada vez maior de pessoas, e dentre todos os distúrbios psiquiátricos, ela ocupa o terceiro lugar em prevalência.

A depressão se caracteriza por um estado em que o humor fica deprimido, melancólico, em que a pessoa sente angústia, ansiedade, desânimo, falta de energia e, sobretudo, uma tristeza profunda. Às vezes tédio e apatia sem fim.

O sofrimento que esta doença causa é difícil de medir, o que muitas vezes acaba retardando o diagnóstico, e pior, o tratamento. Isso, porque o portador da depressão, geralmente, não sabe como, onde ou com quem procurar auxílio e, outras vezes, porque durante a doença, o indivíduo não tem energia ou vontade para agir.

A psicóloga de Erechim, Débora Cidade explica que a depressão possui vários níveis que se concentram em leve, moderado e grave. “Nesses sintomas, deve ser observado o que está por trás desses sintomas: tristeza e a vontade de cometer suicídio, negativismo, descuidados com a saúde, deixa de praticar exercícios, fuma, falta de apetite, insônia, vontade de ficar mais tempo na cama, não trabalhar. Há alguns anos, em torno de uma década, observávamos como poucos casos de depressão e também, muitas pessoas eram consideradas loucas e muitos acabavam mascarando o problema, a família não conversava muito e hoje as pessoas procuram ajuda, sozinhos ou com amigos”, relata.Contudo, ela pondera que a sociedade, de um modo geral, ainda não evoluiu muito na compreensão da doença.

A orientação inicial de Débora é que o primeiro encaminhamento do paciente seja para um psiquiatra e que esse tratamento esteja aliado à psicoterapia. É importante observar os sinais de alerta das pessoas que estão com depressão e que as vezes são levados como “chamar a atenção”.Junto há o stress que pode levar à depressão. Outra situação é que muitas pessoas confundem o processo de luto que também é um fator desencadeador da depressão. A pressão na família, no trabalho, da própria sociedade pode causar depressão, independente da idade, mas principalmente dos 30 aos 50 anos”, esclarece.

Conforme a psicóloga, na terceira idade podem ocorrer casos de depressão em razão de que muitos se aposentam e param totalmente as atividades e também há casos que a própria família impõe limitações.

A ansiedade é outra doença que deve ser tratada para não gerar outras patologias, tais como problemas cardiovasculares. A ansiedade pode gerar o stress e consequentemente a depressão.

Tratamento

A terapia cognitiva é muito importante e é apontada como uma das técnicas para auxiliar os pacientes na recuperação. Ao mesmo tempo, dedicar o tempo para a prática de atividades físicas, tomar chimarrão com familiares e amigos, realizar caminhadas pela manhã, no fim da tarde, tomar água, evitar bebidas alcóolicas, são ações importantes durante o tratamento.

Às crianças e adolescentes, vale reforçar o alerta para a rotina do cotidiano. “As vezes  é muito agitada, comparada ao dia a dia de um adulto. É preciso administrar o tempo e não sobrecarregar”, destaca.

Débora pontua ainda, que a escola também participa e deve observar os sintomas. As tecnologias, tais como redes sociais, podem auxiliar a perceber alguns sinais de pessoas com depressão.

A matéria completa pode ser conferida na versão impressa do Bom Dia de sexta-feira (21).

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