Neste fim de semana duas residências e uma loja de roupas foram alvo de criminosos na maior cidade do Alto Uruguai
A opção por contratar uma empresa de segurança particular cresce a cada dia entre os erechinenses. Diversos fatores contribuem para este fenômeno, especialmente os casos de furto. Em 2015 foram registrados mais de 1.600 casos. Em 2016 o número deverá ser ainda maior, pois no último fim de semana duas casas e uma empresa foram alvo de criminosos para a prática deste crime que não envolve violência e ocorre na maioria das vezes no período da noite e feriados, momento mais tranquilo para ação. O primeiro ataque deste fim de semana ocorreu na Rua Projetada C, no Loteamento Poltronieri. Além de celulares e computadores, forai levados um forno micro-ondas. Horas após foi a vez de outra casa na Rua Normélo Reginato, no Bairro Agrícola, em que foram levados celulares e uma televisão de 43 polegadas. Outra vítima foi um comerciante da Rua Espírito Santo, que sofreu prejuízo superior a R$ 10 mil em artigos de vestuário levados por criminosos.
De acordo com o Sindicato das Empresas de Segurança Privada do Estado do Rio Grande do Sul (Sindesp/RS), atos como estes verificados em Erechim têm levado a população buscar uma proteção extra. Em Erechim o setor de segurança privada apresentou um crescimento de 7% nos último ano, mais da metade da média nacional que foi de 11%. Um levantamento feito pela editoria de Segurança do Jornal Bom Dia, com dados fornecidos pela Secretaria de Segurança Pública do Rio Grande do Sul e a Polícia Civil, divulgados em julho deste ano, apontam uma queda de aproximadamente 33% no índice de violência da maior município do Alto Uruguai no primeiro semestre deste ano. Para o Sindesp/RS este dado pode estar ligado as ações do policiamento ostensivo e ao sistema de segurança particular adotado por quase 10% da população local. Destes, 6% são empresas e estabelecimentos comércios e 4% residências.
O gerente da Inviolável Erechim, empresa de segurança privada que já atende 280 cidades em 15 estados do país e também no Paraguai, Evandro Lamaison Corrêa, comenta que o crescimento é considerado de uma expressão inicial. "Erechim é uma cidade que tem espaço para este mercado. Claro que ele se retraiu um pouco devido ao momento econômico, mas por outro lado o pessoal tem se preocupado mais é o caso de residências", explica.
Lamaison ressalta que atualmente o serviço mais procurado é o de videomonitoramento, com câmeras e alarmes. "Percebemos que o pessoal ampliou mais este foco pelo custo e pelo beneficio tecnológico", destaca. Para ele o setor de segurança patrimonial local deve apresentar um crescimento nos próximos anos. "Em nossa cidade e também na região temos um trabalho de grande eficiência das policias Militar e Civil, mas as pessoas estão buscando se precaver a cada dia, seja utilizando grades, persianas automáticas ou com guardas", finaliza.
Queda no número de vigilantes
Na contramão do crescimento do setor a parte de contratações apresenta queda entre 25% e 30%, conforme o Presidente da Federação Profissionais dos Trabalhadores em Segurança Privada (FEPSP-RS) de Erechim, Claudiomiro dos Santos. "O setor tem apresentado esta queda, que para as empresas ocorreu devido ao atual momento que econômico", explica. Segundo um levantamento feito da federação atualmente a região conta com cerca 400 profissionais nesta área, 250 em Erechim. "Este número já foi muito maior, mas vem caindo principalmente em 2016", comenta Santos.
Segurança Pública
Conforme o comandante da 1° e 2° Companhia do 13° Batalhão da Brigada Militar (13°BPM), capitão, Adair Couto Gonçalves, a Brigada Militar, a legislação atual prevê que as empresas com atuação em segurança bancária e de transporte de valor, assim como aquelas que utilizam a escolta armada sejam fiscalizadas pela Polícia Federal em nível nacional e pela Brigada Militar no Estado. "Isso ocorre por um setor denominado GSVG (Grupamento de Supervisão de Vigilância e Guardas)", explica. Também é responsabilidade da polícia gaúcha fiscalizar aqueles que atuam segurança de zeladorias patrimoniais, que não necessitem de armas de fogo, e que fazem a instalação e monitoramento de câmeras e alarmes.
Segundo o comandante as atividades são distintas, mas tem o mesmo objetivo manter o cidadão seguro. "A Brigada Militar faz o trabalho de policiamento e segurança nas ruas, mas com a queda no efetivo e na busca da prevenção as pessoas têm buscado alternativas para auxiliar na segurança patrimonial interna, talvez por isso este crescimento", finaliza.