O advogado responsável pela defesa das rés, João Cristóvan Zanin Zanella, informou a reportagem do Jornal Bom Dia, que deve apelar da decisão judicial divulgada na tarde desta sexta-feira (15), que pronunciou a júri popular, Lisiane Ribeiro da Silva e Mara Beatriz Ribeiro da Silva, acusado dos assassinato da jovem, Patrícia Aparecida de Camargo Bolis, ocorrido no dia 23 de fevereiro, no Bairro Linho.
Conforme o defensor nos próximos dias a defesa deve solicitar no Tribunal de Justiça em Porto Alegre, um novo habeas corpus para Lisiane e Mara “Discordo desta decisão, principalmente de manter as qualificadoras que no meu ver não se fez presente nenhuma”, relatou.
Zanella, agora aguarda a notificação da decisão judicial que deve ocorrer nesta sexta-feira (16), a partir de então passa correr o prazo para apelação.
Sobre a rapidez do andamento do processo, o advogado destacou que apesar da decisão judicial o júri deve ocorrer apenas em 2017. “Agenda do juiz para este ano, são mais de 20 processos, por isso acreditamos que deve ficar para o ano que vem”, finalizou.
Relembre o Caso
O crime ocorreu na tarde do dia 23 de fevereiro deste ano, na Rua César Laisola, no Bairro Linho. De acordo com o inquérito policial, após uma breve discussão, as acusadas - mãe e filha - começaram agredir Patrícia, que ao cair no chão, acabou sendo estrangulada até a morte. A briga que encerrou em morte teria sido motivado por uma desavença entre as partes iniciada no trabalho.
As acusadas chegaram a ser levadas para a delegacia, mas foram liberadas, elas se entregaram a Polícia Civil, 19 dias depois do fato, contra elas já havia um pedido de prisão decreto pela Justiça. Desde então ambas aguardam a disposição da Justiça no Presídio Estadual de Erechim.