14°C
Erechim,RS
Previsão completa
0°C
Erechim,RS
Previsão completa

Segurança

Usuária de drogas é presa após assalto e causa confusão na delegacia

Juiz determinou o relaxamento da prisão, mas a suspeita segue presa

teste
Foto Arquivo BD
Por Leandro Zanotto leandroz@jornalbomdia.com.br

Uma ação da Brigada Militar, prendeu na tarde de ontem (14), Marisete da Silva (26), na Rua Eugênio Izoton, Bairro São Cristóvão. Ela foi reconhecida pela vítima, como autora de um assalto a pedestre e levada para a delegacia, local que teve um surto por abstinência de drogas e precisou ser algemada e tentou quebrar uma parede com chutes. Após receber atendimento médico ela foi levada para o Presídio Estadual de Erechim, mas liberada pelo Juiz plantonista horas mais tarde.

 

Entenda o caso

De acordo com o boletim de comunicação enviado pela Brigada Militar, Marisete, foi detida pela própria vítima do assalto. O rapaz teria reconhecido autora do ato criminoso praticado contra ele horas antes e com ajuda de populares, segurado a suspeita até a chegada dos policiais.

Com ela os soldados encontraram uma faca, possivelmente utilizada para a prática do crime. Na sequência ela foi encaminhada para a Delegacia da Pronto Atendimento (DPPA).

Delegacia

Na delegacia, Marisete, iniciou uma crise por abstinência, segundo o boletim de ocorrência registrado pela Polícia Civil, pela falta de drogas, já que ela seria usuária de crack e cocaína.

Incomodada com a situação a suspeita começou a gritar quando os policiais retiraram dela um cinto e um isqueiro, após ela ameaçar que iria se matar, precisando ser levada para uma sala separada na delegacia, momento que com chutes tentou quebrar uma parede divisória.

Sem atendimento

De acordo com o boletim de ocorrência, no momento a delegada plantonista Diana Casarin Zanatta, acompanhada do delegado regional da Polícia Civil, Gerson Fraga, solicitaram o atendimento médico para que a suspeita que gritava e chutava as paredes se acalmasse.  

Conforme o registro polícias, após várias ligações para o Samu, que não atendeu os chamados, fato que a delegada relatou  a necessidade de uma investigação no documento de ocorrência. Optou-se por acionar a ambulância cidadã, que informou não poder atender, devido estar em outro atendimento, no caso um acidente de trânsito. Por fim a delegacia acionou o serviço de atendimento móvel do Corpo de Bombeiros, que levou a suspeita para o hospital, local que foi medicada e se acalmou.  

De volta à delegacia

De volta à delegacia a delegada autuou Marisete em flagrante, pelo crime de roubo.  No momento de assinar o termo de culpa, a suspeita se negou e não quis informar nem mesmo o contato de um familiar ou advogado sendo encaminhada para o Presídio Estadual de Erechim.

Liberdade da Justiça

Horas mais tarde o Juiz plantonista, Juliano Rossi, determinou o relaxamento da prisão de Marisete. O documentou assinado pelo magistrado  foi anexado no inquérito policial.

Nele o juiz relata que o auto de prisão em flagrante foi decretado pela delegada de forma ilegalidade. Segundo o juiz, primeiro por não haver documentos comprovando assinatura da suspeita nos documentos do flagrante e não falta de documentos comprovando o relato da delegada no boletim de ocorrência que a suspeita se negou assinar o termo de prisão.  “O termo deveria ter sido lido ao preso de forma integral, na presença de duas testemunhas, conforme o artigo 304 CPP” relatou o magistrado no documento.  

Segue presa

Apesar de o juiz ter relaxado a prisão de Marisete, ela segue presa no Presídio Estadual de Erechim.  Segundo administração, ela estava no regime semiaberto, pois há pouco tempo ganhou um filho, mas com a nova prisão, descumpriu as regras e retornou ao regime fechado. Ela agora segue a disposição da Justiça.  

 

 

 

Publicidade

Blog dos Colunistas