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Caso Àrios: Condenados devem recorrer de sentença

Defesa de um dos réus anunciou que pretende buscar a realização de novo júri

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Réus Mateus Renatan Koserski (20) e Bruno Jubá (22) durante o julgamento na última quarta-feira (31)
Por Leandro Zanotto leandroz@jornalbomdia.com.br

Defesa de um dos réus anunciou que pretende buscar a realização de novo júri 

O Tribunal do Júri da Comarca de Erechim condenou na última quarta-feira (31), os réus Mateus Renatan Koserski (20) e Bruno Jubá (22), pela morte de Ários Miotto. O caso de homicídio ocorreu em 05 de abril de 2014, no ponto conhecido como "altos da Maurício Cardoso", no centro de Erechim. O juiz Marcos Luiz Agostini, que presidiu a sessão, determinou a pena de 17 anos de prisão em regime inicialmente fechado para Mateus, enquanto Bruno recebeu a pena de cinco anos de prisão no regime semiaberto pela acusação de crime de lesão corporal seguida de morte. 

O advogado Valter Augusto Kaminski, defensor de Mateus Renatan Koserski, anunciou ontem que irá recorrer da decisão, postulando a realização de novo júri e a redução da pena. "Conforme sustentado em plenário, a defesa concordou que era caso de condenação, apresentando aos jurados as opções de lesão corporal seguida de morte e homicídio simples, dentre outras, que seriam aceitáveis. Porém a condenação da forma como ocorreu, caracteriza erro judicial pelo excesso de condenação" destacou o defensor. 

A defensora pública Marcélia Cominetti Favarin, responsável pela devesa de Bruno Jubá, destacou que a decisão dos jurados referente a Jubá, ocorreu dentro dol esperado e de acordo com is argumentos apresenta na sessão de julgamento. "Os jurados reconheceram que ele não teve intenção de matar e a condenação dele foi por lesão corporal seguida de morte", destacou. Marcélia Cominetti Favarin destacou ainda que deve avaliar nos próximos dias a possibilidade de recorrer. "Caso aja um eventual recurso será apenas em relação a pena aplicada pelo juiz, não quando ao resultado do julgamento", finalizou a defensora.

Relembre o caso

Conforme a denúncia apresentada pelo Ministério Público a vítima, na época com 26 anos, foi morta por um grupo formado por seis jovens, quatro menores e dois maiores de idade. As agressões fatais ocorreram com socos, chutes, garrafadas e golpes de faca no pescoço, após a tentativa de Ários apartar uma briga que ocorria sobre o Viaduto Rubem Berta. De acordo com Justiça os menores já foram sentenciados. Até o fechamento desta edição o teor do processo não havia sido divulgado pela Vara da Infância e Juventude de Erechim. 

 

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