O sexto encontro de educação continuada promovido pela Unimed Erechim a médicos cooperados tratou de novas perspectivas para práticas tradicionais da medicina. Em evento realizado na noite de sexta-feira (26), o anestesiologista Aldo Peixoto falou sobre o Protocolo ERAS e profilaxia de Tromboembolismo Venoso em cirurgias. A palestra ocorreu no anfiteatro Dr. Sérgio Benito Maccagnini e foi sucedida de confraternização pela passagem do Dia dos Pais, realizada no Espaço Viver Bem Dr. Paulo Dias Fernandes.
Tema em ascensão nos debates médicos mundiais, o Protocolo ERAS (Enhanced Recovery After Surgery) foi o primeiro assunto abordado pelo anestesiologista. Desenvolvido por especialistas do Reino Unido, Escandinávia e Holanda e implementado em aproximadamente 40 hospitais da Europa, o protocolo é composto por um conjunto de recomendações pré, intra e pós-operatórias que, segundo estudos, podem acelerar e aprimorar a recuperação após a cirurgia.
“O conceito foi proposto pelo dinamarquês Henrik Kehlet há quase duas décadas e continua a ganhar suporte entre cirurgiões de todo o mundo. Seu uso efetivamente diminui o trauma induzido pela cirurgia e a insuficiência intestinal no pós-operatório. O protocolo ERAS está bem documentado na cirurgia colorretal por vários estudos controlados randomizados que confirmaram a sua efetividade. Além disso, se aplica a todas as cirurgias”, explica.
Na sequência, o médico falou sobre a prevenção e fatores de risco associados ao Tromboembolismo Venoso (TEV) em cirurgias. TEV é o termo utilizado para designar a associação da trombose venosa profunda - doença causada pela formação de coágulos (trombos) no interior das veias profundas - à embolia pulmonar, que é a obstrução das artérias do pulmão causada pela formação de coágulos.
"Embora a maioria dos casos de TEV sejam assintomáticos, ainda há alta morbidade e mortalidade, além de alto custo. Por isso, é importante destacar que a profilaxia diminui em 70% os casos de doença venosa trombótica", pontua o anestesiologista.
Dentre os principais fatores de risco associados à TEV, estão: obesidade, tabagismo, reposição estrogênica, insuficiência cardíaca, varizes, imobilidade, insuficiência venosa crônica, doença inflamatória intestinal, trombofilia congênita e adquirida, cateter venoso central e malignidade.
"Há ainda causas ligadas a cirurgias como a localização, intensidade do trauma e tempo cirúrgico", completa.
Conforme o diretor de Educação da cooperativa, Mario Tormen, a realização de palestras com temas científicos visa atender a uma demanda dos próprios cooperados, evidenciada em pesquisa de satisfação. "Um fator que tem dado muito certo é a opção por palestrantes que são "prata da casa". Ao convidarmos nossos próprios cooperados para falar aos colegas sobre temas variados, observamos um nível altíssimo de qualidade nas abordagens, potencializando o aprendizado", ressaltou.
A realização de atividades de educação continuada também está alinhada aos objetivos estratégicos da Unimed Erechim. Dentre os temas debatidos nos últimos meses, estiveram as particularidades dos traumas ligados ao automobilismo, gestão financeira pessoal, garantias financeiras junto à ANS, aposentadoria e medicina do trabalho.