Um dos crimes que chocou a comunidade de Erechim em 2015, por tamanha barbari, terá mais capitulo escrito na Justiça na tarde desta quinta-feira (1°). Está marcada para as 17h, na sala de audiências da 1° Vara Criminal o depoimento de Marcos Antônio da Rosa (26), acusado de estuprar e assassinar a menina Patrícia Sosin de Oliveira de nove anos, no distrito de Capo Erê, interior de Erechim.
De acordo com o Ministério Público, no dia 28 de janeiro de 2015, Rosa, estuprou a menina e a matou com 12 golpes de faca. Na época a Polícia Civil, informou que mesmo após a criança estar morta o acusado voltou abusar da vítima sexualmente.
Durante a investigação a polícia concluiu que o acusado era vizinho da vítima e teria chamado a menina para uma conversar próximo a um mato, onde arrastou a vítima para abusar sexualmente e após perceber a reação da mesma a matou.
Relembre o caso
Segundo o relato da polícia na época do crime, após assassinar a joven, Rosa, enterrou o corpo próximo ao local do assassinato. No dia seguinte voltou ao local e percebeu a terra que cobria o corpo da menina havia sido removida pela chuva da noite anterior, deixando- à mostra. Então o suspeito removeu o corpo e o transportou para outro local. Com as buscas que a polícia estava realizando, pela garota desaparecida, o assassino percebeu que os agentes chegavam próximo ao lugar que ele havia escondido. Sendo assim, aguardou a saída dos policiais, desenterrou o corpo de Patrícia e o desovou em um milharal de grande extensão, aonde foi localizado, cinco dias após o crime.
No mesmo dia do desaparecimento a Brigada Militar, já havia iniciado a procura pela garota, que segundo a família tinha saído apenas com a roupa do corpo. Testemunhas apontaram que ela teria sido vista pela última vez com um homem. Traçado o caminho os policiais localizaram o suspeito e na casa encontraram as roupas do crime.
Percebendo a situação, Rosa, fugiu e se entregou dias após na Polícia Civil, momento que confessou o crime, mas não informou o local em que estaria o corpo.
MP
No inquérito o MP pede que o acusado seja indiciado por homicídio triplamente qualificado, por motivo torpe, fútil, emprego de meio cruel, além de dificultar a defesa da vítima e provocar a morte, para encobrir outro crime o de estupro.