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Saúde

Saúde mental: evento estimula sistema integrado de atendimento

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Profissionais e estudantes da região prestigiaram o evento
Mesa redonda
Por Izabel Seehaber
Foto Izabel Seehaber

Fórum foi realizado ontem (30) Salão de Atos da URI e reuniu profissionais da região

Durante toda terça-feira (30), o debate esteve voltado às ações relacionadas à saúde mental. Profissionais e estudantes de toda a região prestigiaram as atividades que integraram a segunda edição do Fórum sobre saúde mental sediado no Salão de Atos da URI.

O evento foi promovido pela 11ª Coordenadoria Regional de Saúde e o Grupo condutor regional de Saúde Mental e teve como público-alvo profissionais das áreas de Saúde, Assistência Social, Educação, estudantes e comunidade em geral.

A abertura contou com a presença do coordenador regional de Saúde, Marcos Moretto, da coordenadora regional de saúde mental, Vanessa Algeri e o coordenador do curso de psicologia da URI, Felipe Biasus.

Moretto destacou que o fórum é de fundamental importância, principalmente em um momento em que vivemos sobrecarregados de informações e também de angústias. O coordenador aproveitou para parabenizar a equipe de organização do evento.  

A coordenadora de saúde mental da CRS salientou que o evento é importante principalmente para motivar a reflexão sobre o fato de que a sociedade e todos os profissionais da área de saúde estão implicados no campo de saúde mental. “Diante disso, pensar em um atendimento que não seja somente individual, mas com várias possibilidades para as pessoas, um olhar mais amplo e integrado”, completou.

Um dos palestrantes, o enfermeiro Guilherme Pinheiro disse, em entrevista ao Bom Dia, que teve o objetivo de trazer uma experiência diferenciada do município de Arvorezinha, localidade em que atua, mostrando as possibilidades de trabalhar acolhimento, vínculo e a qualificação do trabalho profissional em saúde. “Vivemos vários desafios no meio público, através de financiamentos e também a política pública de saúde mental, pois vínhamos de uma construção de reforma psiquiátrica que focava a saúde mental no âmbito coletivo e hoje em dia é vista mais individualmente e isso precisa mudar, com incentivo ao financiamento para comunidades terapêuticas”, comentou, reforçando ainda: “Reafirmamos que o usuário precisa estar junto da família, cuidado no local em que vive e não retirado do meio, exceto em situações de urgência. No que se refere aos profissionais, deve ser constituída uma rede, descentralizando o atendimento do psicólogo, mas organizando o núcleo de atenção básica e saúde da família para que o cuidado seja efetivo”.

Na sequência, a mesa redonda com o tema: “Saúde mental é comigo? O cuidado e o acolhimento na rede” teve a participação da assistente social Camilia Susana Faler, do enfermeiro do município de Arvorezinha, Guilherme Pinheiro, da médica psiquiatra, Leticia Rosetti e do médico clínico geral Edanir Bischoff. A mediadora foi a psicóloga dos municípios de Quatro Irmãos e São Valentim Vanusa Lilian Poganski.

À tarde foram realizadas oficinas e compartilhamento de experiências.

 

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