As eleições municipais de 2024 serão realizadas no dia 6 de outubro de 2024. Mesmo parecendo distante, os movimentos partidários se intensificam. É momento de flerte onde todos conversam e ninguém dispensa ninguém. E esse namoro deve seguir até as convenções dos partidos que ocorrem em agosto do ano que vem. Na coluna de hoje, um pouco do que está acontecendo e possíveis nomes na disputa
Bolsonaro, o ex-presidente tem papel decisivo na escolha do PL em Erechim. Conversa do principal nome do partido em Erechim, o deputado estadual Paparico Bacchi com ele, deve ocorrer antes do fim do ano, para ver se concorre ou não a prefeito no ano que vem.
Carlinhos Magrão, vereador do PSDB é tido pelo governo municipal, como um membro que não defende a coligação MDB/PSDB, por conta de seus movimentos. Se reúne com partidos da direita, oponentes do Executivo e na convenção dos Tucanos afirmou estar bem no partido. Uma equação difícil de decifrar, que deve durar até março do ano que vem, quando abre a janela partidária para troca de partido.
Dirigentes partidários fazem de tudo para convencerem candidatos a concorrer a vereador. Com discursos lindos, o colocando num pedestal. Depois que concorre, se não tiver boa votação, o glamour acaba.
Esquenta eleitoral já é possível ver, com algumas pesquisas frias que circulam. Sem procedência, sem nada, quem contratou. São largadas ao vento, para testar o eleitor no velho ‘Efeito Manada’, de seguir quem está na frente. Prática espúria, mas corriqueira, infelizmente.
Flávio Tirello (PSDB) é o atual vice-prefeito. É o candidato natural dos Tucanos para ir à reeleição com Paulo Polis (MDB). Mas internamente, tem gente que gostaria de outro nome em seu lugar. Ao mesmo tempo, Polis é conhecido nos meios políticos por honrar acordos. Não tenho dúvidas que o PSDB será o vice, até pela relação do prefeito com o governador Eduardo Leite. Troca de nome? Bem, isso é uma decisão exclusiva do diretório dos Tucanos.
Grande a pressão para que partidos que fazem parte do governo, principalmente o Republicanos, se decida que caminho irá tomar no ano que vem.
Historicamente, os partidos políticos em Erechim, tentam se cacifar vendendo uma imagem maiores do que são. Todas as eleições são assim. Aberta às urnas, a verdade vem à tona.
Instabilidade emocional é algo que os candidatos precisam trabalhar incessantemente, para aguentar um período eleitoral. É aquela velha máxima: “quem não tem rabo na política, cutuca o pitoco”.
Jucoski, o André (PDT), afirmou várias vezes que não concorre mais a vereador. Quer concorre a prefeito ou vice. Seu partido em Erechim, não tem característica de esquerda, como em outras partes do país. Pelo contrário. Pelos seus membros, gravita com mais facilidade em elites partidárias.
Kamikaze será a decisão de algum candidato concorrer a prefeito, se os partidos que lhe dão sustentação não tiverem boa nominata de vereadores. Para ter sucesso, precisavam levar a mensagem em vários lugares ao mesmo tempo.
Lula, o presidente, é a principal inspiração para o Partido dos Trabalhadores colocarem candidato a prefeito em Erechim novamente. O nome escolhido pelo partido é o vereador Anacleto Zanella, que é suplente de deputado federal.
Mulheres são artigos de luxo nos partidos. Estão ‘disputando a tapa’, nomes para concorrerem a vereadora no ano que vem. Das 18 vagas possíveis por partido, seis tem que ser mulheres.
Novo cálculo de sobras, que serve como parâmetro para eleger os 17 vereadores para a próxima legislatura vai desafiar os partidos. A cláusula de barreira, é de 20% (em torno de 700 votos para eleger o primeiro vereador). E ainda tem 80% do quociente eleitoral (em torno de 2.800 para a sigla entrar na disputa.
Os arranjos eleitorais na maioria das vezes colocam lado a lado, ideologias políticas antagônicas. Por isso prefiro escrever que temos dois grupos de partidos: os que estão no poder e os que estão fora.
Paulo Polis (MDB), o atual prefeito de Erechim irá concorrer à reeleição. Irá em busca do quarto mandato, para se igualar ao ex-prefeito Eloi Zanella (que governou Erechim em quatro oportunidades). Se vencer, será o segundo tetra prefeito da Capital da Amizade.
Quanto é necessário gastar para eleger um prefeito? A estrutura é grande para montar uma campanha que tenha chances de vitória, e são necessárias cifras astronômicas.
Renan Soccol, vereador e presidente dos Progressistas em Erechim é tido pelos partidos de oposição como o melhor candidato a vice-prefeito e contraponto ao atual governo. Ao mesmo tempo que pensa na majoritária, Renan precisa fortalecer a nominata de vereadores, já que a sigla vem baixando a cada eleição. Tinha quatro na legislatura passada e agora tem apenas um.
Saída de Cláudio Pagliosa do PL é dada como certa. Dodo, como é conhecido, concorreu a prefeito da eleição passada, e não esconde de ninguém a vontade de concorrer novamente.
Troca de partidos devem ocorrer em boa escala em março do ano que vem, quando abrir a janela partidária. Momento que vereadores podem trocar de sigla, sem prejuízo ao mandato por infidelidade partidária.
União Brasil aguarda a saída de Jackson Arpini do PSDB, para começar tratativas com os partidos. E não tenho dúvidas que será oferecido para ser vice do atual prefeito, Paulo Polis. São negociações que uma hora estarão na mesa. Também podem engrossar as fileiras de oposição, se unindo a partidos que já vem conversando.
Vereador Araújo está trocando de partido. Seu provável destino o PSD, que hoje faz parte do governo. Com seu ingresso a sigla deve virar oposição ao atual governo. Aguarda questões partidárias e prazos eleitorais para fazer o anúncio. Não esconde de ninguém que gostaria de estar na majoritária, concorrendo a prefeito ou vice.
Wallace Soares é vereador e presidente do PSDB em Erechim. Jovem tem ambições na política, e algumas pessoas já me confidenciaram que ele gostaria de estar numa majoritária. Mas não nessa eleição. Tem o desafio de ser o mediador dos Tucanos, caso o consenso não prevaleça quando as convenções partidárias chegarem.
X da questão é quem irá assumir a presidência da AGER (Agência Reguladora dos Serviços Públicos Municipais de Erechim), em abril do ano que vem, quando termina o mandato de Valdir Farina. Por ser um cargo atraente com bons vencimentos, pode ser utilizado como ‘moeda de troca’ para trazer mais algum partido para o governo.
Yes I Can! Traduzindo, “Sim, eu posso”. Todos podem concorrer a prefeito, mas apenas um irá vencer. A exceção é ganhar, a regra é perder. E é uma corrida extremamente difícil. Requer organização e recursos e acima de tudo entender sobre ‘a arte de engolir sapos’.
Zambonatto Pezzin (Anax), vereador dos Republicanos quer ver a direita unida e não só em reuniões que antecedem o pleito. Coloca-se como o legítimo representante da direita erechinense. Afirma que pode concorrer a prefeito e irá fazer como fez para deputado federal: de porta em porta pedindo o voto e sem investir recursos.