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Opinião

Mudanças Climáticas (Parte 2): “de fato uma realidade cruel”

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Por Engº. Florestal Roberto M. Ferron – Consultor Florestal/Ambiental

Desde a Conferência de Estocolmo em 1972, já ocorreram outras conferências e acordos ambientais multilaterais. Mas, o que mudou em 5 décadas?

Quais são os objetivos destas conferências ambientais? Ajudam a consolidar a compreensão sobre as causas e as consequências das mudanças climáticas ao mesmo tempo que os líderes mundiais estabelecem acordos e compromissos em relação ao desenvolvimento sustentável. Na próxima matéria conheceremos “os encontros mais importantes que aconteceram antes da Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP-26) e quais foram as suas consequências”

A meta global seria limitar o aumento da temperatura global em até 1,5 °C, para que evitássemos impactos climáticos desastrosos, e a fim de manter um clima habitável em nossa casa - o planeta terra.

Mas, pela morosidade dos governantes a Terra está agora cerca de 1,1 °C mais quente do que no final do século XIX. No entanto, com base nos atuais planos climáticos nacionais, o aquecimento global deverá atingir cerca de 3,2 °C até o final do século. Quem sabe virá o tal “fim do mundo! ”.

Ressalta-se que os 100 países menos emissores geram 3 por cento das emissões totais. O Brasil está entre estes países. E os 10 países com as maiores emissões contribuem com 68 por cento.

Diante de uma crise tão complexa, de longo prazo e abrangente, pode ser difícil saber o que fazer e por onde começar.

O cientista Rahman, no entanto, argumenta que também é possível adotar a resiliência climática como uma estratégia pessoal. “A solução não deve ser conduzida apenas pelos governos, empresas e organizações globais. Também precisa ser liderada por nós, como pessoas, mudando nosso comportamento como consumidores e eleitores”.

Um dos obstáculos para reduzir o impacto dos riscos naturais é a absoluta universalidade do problema. Como o aquecimento global afeta todos os continentes, todos os países e, na verdade, todas as pessoas no planeta, requer uma solução global realmente coordenada. Isso é muito difícil de negociar e se concretizar!

Já John Scott vê motivos para otimismo em vista da resposta global à pandemia. “Acho que a COVID-19 fez as pessoas perceberem a importância de soluções globais para riscos globais e que o que acontece em um país pode afetar todos os países”, diz ele. “Precisamos explorar as soluções existentes e toda a nossa inovação para mitigar as emissões de gases de efeito estufa e desenvolver a resiliência climática, como fizemos com a produção de diversas vacinas em resposta à pandemia. ”

Quando o clima começou a mudar? As mudanças climáticas não aconteceram de uma hora para outra. A nossa história evolutiva está intrinsecamente ligada às alterações provocadas no clima, as quais são observadas desde a formação do planeta Terra. Ao longo dos 4,6 bilhões de anos do planeta, o clima modificou-se. Houve, nos últimos 400 mil anos, quatro ciclos diferentes, glaciais e interglaciais.

No entanto, nos últimos 150 anos, o planeta teve sua temperatura aumentada de maneira considerável. Estudos indicam que a Terra se aquece cerca de 0,2°C por década. Estudos feitos pela Nasa e pela Noaa (Administração Oceânica e Atmosférica Nacional) mostram que a temperatura registrada na Terra em 2018 foi a quarta mais alta nos últimos 140 anos. Em 2017, a temperatura aumentou cerca de 0,83ºc com base na temperatura média registrada entre os anos de 1951 e 1980. A temperatura média anual mais alta foi registrada no ano de 2016.

Mas por que a temperatura aumentou? O cenário mundial após a Revolução Industrial mudou não só economicamente, mas também o modo produtivo, provocando mudanças no cenário ambiental. O consumo exagerado e a produção elevada, além de aumentar a exploração dos recursos naturais, provocaram também o aumento da poluição atmosférica, por causa da emissão gases poluentes pelas indústrias e automóveis. A produção também acelerou o desmatamento, o que também provocou alterações no clima."

Veja mais sobre "Mudanças climáticas" em: https://brasilescola.uol.com.br/biologia/mudancas-climaticas.htm

“Este será nosso grande dilema, como resolver um problema planetário em que as consequências me atingem!”

 

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