Tristeza
A vida, diz-nos Kalf Kiran, é permeada de episódios frustrantes, desalentadores, de contrariedades, os quais, inevitavelmente resultam na instalação lenta e contínua da tristeza.”
Ao invés de reagirmos contra as adversidades, atribuímos à “vontade de Deus” e não lutamos, deixando-nos abater.
Algumas origens: o medo; a hipocondria (medo de contrair doenças); o ciúme; o objetivo de alcançar a idealização de hipertrofia muscular nas academias (homens); a retificação de formas (mulheres); desilusões amorosas e/ou profissionais; só para citar alguns.
A tristeza é uma das matérias-prima para uma auto-obsessão proveniente de comportamentos da vida presente e/ou de vidas anteriores, alerta Mário Mas, autor da obra Auto-obsessão.
O passo seguinte à tristeza, continua Mário, é a melancolia, que leva ao descuido com a própria aparência, ao abandono de planos e sonhos, ao afastamento do convívio social.
A sensação de que nada nos faz feliz e que estamos no mundo errado aponta para um vazio interior.
“Lembranças tristes e o vazio existencial que começam a se solidificar desde a infância e se perpertuam na fase adulta são provenientes de situações mal resolvidas em existências anteriores”.(Auto-obsessão, por Mário Mass)
É extremamente necessária a superação dessas aflições e de sentimentos negativos para não levarmos para a próxima existência as marcas dessas falhas. Lembrem-se, o que somos aqui, seremos lá!
Mário nos incentiva, recomendando a prece, que nos acalma e nos beneficia na hora da angústia. “No momento do desespero - incentiva ele - a resignação é a solução.” “[...] Ao encontrarmos a desilusão, o trabalho no bem fortalece. [...] Para secar as lágrimas, nada melhor do que” alcançar a mão a um irmão mais necessitado.
(Próximo tema: Psicologia e Espiritismo – Parte IV)