“Realidade ou ficção (fake)”
Os organismos ambientais internacionais, e centenas de pesquisadores têm alertado a anos que o Planeta Terra passaria por mudanças climáticas severas, caso as autoridades competentes não tomassem as medidas corretivas necessárias.
Como há decisões políticas em jogo, desde a primeira reunião de cúpula mundial – a Conferencia de Estocolmo em 1972, muitos países foram protelando os acordos ambientais multilaterais. E isto perdura por 51 anos (mais da metade de uma vida).
As catástrofes ambientais se sucedem dia a dia, sendo secas intensas, que ocasionam grandes queimadas da vegetação (campos, savanas, florestas), que inclusive atingem povoados, vilas e cidades; derretimento do gelo polar, aumentando o nível do mar; maremotos, que destroem as orlas marítimas; tempestades catastróficas como furações e ciclones que devastam tudo pela frente; e chuvas intensas que causam grandes alagamentos.
Estas tragédias trazem danos ambientais, econômicos e sociais, com prejuízos enormes a população, e com milhares de vítimas fatais!
Além de que, há uma fortíssima perda ambiental pelos danos causados ao próprio ambiente, gerando um significativo declínio da biodiversidade (flora e fauna).
O que são as mudanças climáticas? São transformações a longo prazo nos padrões de temperatura e clima da terra. Essas mudanças podem ser naturais, como por meio de variações no ciclo solar. Mas, desde 1800, as atividades humanas têm sido o principal impulsionador das mudanças climáticas, principalmente devido à queima de combustíveis fósseis como carvão, petróleo e gás.
A queima de combustíveis fósseis gera emissões de gases de efeito estufa – GEE, que formam uma barreira invisível em torno da Terra, retendo o calor do sol e aumentando as temperaturas, como numa estufa agrícola. Exemplos desses gases que estão causando mudanças climáticas, são o dióxido de carbono (CO2), gás metano (CH4), entre outros.
As principais fontes emissoras e poluidoras são as atividades econômicas da energia, indústria, transporte, edificações, agricultura e uso da terra. Por exemplo, os aterros sanitários e lixões, criação de suínos, são uma das principais fontes de emissões de gás metano; a aviação é a principal fonte de emissão de CO2; os desmatamentos e a consequente queimada das florestas também emitem dióxido de carbono. E assim, há centenas de atividades poluidoras do ar.
Muitos acordos já foram selados, mas pela morosidade dos governantes em executar o tratado, as emissões continuam aumentando. Como resultado, a Terra está agora cerca de 1,1 °C mais quente do que no final do século XIX. A última década (2011-2020) foi a mais quente já registrada.
Em uma série de relatórios da ONU, milhares de cientistas e analistas de governos concordaram que limitar o aumento da temperatura global a não mais que 1,5 °C nos ajudaria a evitar os piores impactos climáticos e a manter um clima habitável.
As concentrações de gases de efeito estufa estão em seus níveis mais altos em 2 milhões de anos. Os 100 países menos emissores geram 3 por cento das emissões totais. Os 10 países com as maiores emissões contribuem com 68 por cento.
Não importa onde você causar o dano ambiental, ele se refletirá por todo o planeta. A Terra é um sistema onde tudo se conecta, alterações em uma determinada região, podem ocasionar mudanças em todas as outras.
No entanto, com base nos atuais planos climáticos nacionais, o aquecimento global deverá atingir cerca de 3,2 °C até o final do século. Imaginem o desastre planetário.
Pelo que presenciamos e vimos é obvio que a conta chegou!