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Saúde

No dia Nacional de doação de órgãos, campanha reforça a importância do ato em toda a sociedade

Iniciativa do Cartório Poncio garante a vontade do doador por meio de escritura púbica declaratória

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Por Carlos Silveira
Foto Carlos Silveira

         Na data em que se comemorou o Dia Nacional da Doação de Órgãos, quarta-feira, 27, uma campanha do Cartório Poncio, em parceria com a Prefeitura Municipal, por meio da Secretaria de Saúde mobilizou a comunidade em geral sobre a importância do ato para dar a oportunidade a pessoas a continuarem a viver, ou seja, ter a garantia de que poderão contar com um órgão que necessitam para continuarem a sua caminhada.   

 Também são apoiadores o Hospital Santa Terezinha, o Hospital de Caridade, o Hospital Unimed da Unimed Erechim, o Centro Hospitalar Santa Mônica e a URI Erechim.

 A iniciativa visa a conscientização das pessoas e também a divulgação da possibilidade de manifestar a vontade de ser um doador de órgãos por meio de Escritura Pública Declaratória de Doação de Órgãos que é feita de forma gratuita e em qualquer tabelionato de notas do Rio Grande do Sul.

         De acordo com a tabeliã Daniela Poncio, a campanha é uma mobilização do Colégio Notarial do Brasil/RS. “Essa é uma forma de nos sensibilizarmos com uma questão de saúde pública. Afinal, uma doação pode ajudar inúmeras pessoas que estão em filas de transplantes. Atualmente, muitos hospitais contam com grupos que realizam a conversa e a sensibilização com familiares, quando acontece uma morte, mas agora é possível que a pessoa deixe essa manifestação registrada por meio da Escritura Pública, que nós estamos preparados para ajudar”, explica.

Conversar com os familiares

         A data, instituída pela Lei nº 11.584/2.007, visa conscientizar a sociedade sobre a importância da doação e, ao mesmo tempo, fazer com que as pessoas conversem com seus familiares e amigos sobre o assunto. Apesar da ampliação da discussão do tema nos últimos anos, trata-se ainda de um assunto polêmico e de difícil entendimento, resultando em um alto índice de recusa familiar. Um estudo da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) identificou três motivos principais para essa alta taxa de recusa, que não ocorre só no Brasil: incompreensão da morte encefálica, falta de preparo da equipe para fazer a comunicação sobre a morte e religião.

Transplante de órgãos e tecidos

 O transplante é um procedimento cirúrgico que consiste na reposição de um órgão (coração, pulmão, rim, pâncreas, fígado) ou tecido (medula óssea, ossos, córneas) de uma pessoa doente (receptor), por outro órgão ou tecido normal de um doador vivo ou morto.

Como é a Lei de Transplantes

 A legislação em vigor determina que a família será a responsável pela decisão final, não tendo mais valor a informação de doador ou não doador de órgãos, registrada no documento de identidade.

Doador Vivo

 A pessoa maior de idade e capaz juridicamente pode doar órgãos a seus familiares. No caso de doador vivo não aparentado é exigida autorização judicial prévia.

 O médico deverá avaliar a história clínica da pessoa e as doenças prévias. A compatibilidade sanguínea é primordial em todos os casos. Há também testes especiais para selecionar o doador que apresenta maior chance de sucesso.

Quais os órgãos/tecidos

 Órgãos: rins, coração, pulmão, pâncreas, fígado e intestino.
Tecidos: córneas, válvulas, ossos, músculos, tendões, pele, veias e artérias.

Quem recebe os órgãos/tecidos

 Após efetivada a doação, a Central de Transplantes do Estado é comunicada e através do seu registro de lista de espera seleciona seus receptores mais compatíveis.

Quem é o potencial doador

 São pacientes assistidos em UTI com quadro de morte encefálica, ou seja, morte das células do Sistema Nervoso Central, que determina a interrupção da irrigação sangüínea ao cérebro, incompatível com a vida, irreversível e definitivo.

Formalização

 Formalizando apoio a essa causa, o prefeito Paulo Polis, o vice-prefeito Flávio Tirello, o secretário da Agricultura Willian Rakoski e os jornalistas Carlos Alberto da Silveira e Ricardo Carraro assinaram durante a manhã de ontem junto ao Cartório, a Escritura Pública Declaratória de Doação de Órgãos.

Paulo Polis

         Em sua manifestação, o prefeito Paulo Polis destacou que sempre teve uma visão extremamente positiva com relação a doação de órgãos, pois se pode fazer um ato que estimula uma atitude tão nobre como esta. “É como agora, em efeito nacional, a exemplo desta campanha, que valoriza em muito o ato de doação, e é importante, nós em Erechim, darmos este exemplo, principalmente como figuras públicas, ou seja, potencializar”.

         “Como os cartórios estão agindo para que isto aconteça, precisamos dar nosso testemunho, pois para mim é muito emocionante, pois é um gesto simples que pode salvar muitas vidas, um ato de amor para quem recebe na ponta, pois um doador pode atender até oito receptores”, finaliza.    

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