Religiões são como clubes. Sim, por que não? O que é um clube? É uma sociedade de pessoas que pensam de uma mesma maneira, têm os mesmos gostos e se juntam com a mesma finalidade que é curtir e usufruir de uma mesma atividade.
E, como toda sociedade, há uma diretoria, e um contador que é responsável pela parte financeira da entidade. Isto basicamente.
Os clubes (ou associações), podem ser esportivos, sociais, recreativos, beneficentes, culturais, literários...
Mas para sua sobrevivência há a contribuição financeira, ou seja, uma mensalidade e/ou anuidade, o que dá o direito ao associado de usufruir de seus eventos.
Os clubes religiosos também são de muitos credos, instalados em qualquer lugar da cidade, desde que haja uma oportunidade de “frutificar”. Neste há uma atividade bem mais trabalhosa, pois têm de convencer as pessoas que seu clube, ops, sua religião é a mais certa, e é a que vai melhorar sua vida financeira, além de levar suas almas ao paraíso divino; que seu Deus é o único, o maior, o mais justo, o mais bondoso, mas também o mais severo com os ditos maus e pecadores.
Suas sedes, inicialmente, são pequenas e simples, mas vão crescendo conforme vai crescendo o número de sócios-crentes que vão se filiando (vide o Templo de Salomão, da Igreja Universal).
A contribuição dos “associados” é tanto em dinheiro vivo – o dízimo – recolhido em cada culto, como pode ser em forma de doação de imóveis, poupança, etc.
Como os demais clubes, este dá toda a liberdade aos seus fiéis de disputar eleições para cargos públicos. Aliás, até os incentiva para chegar a um grande número de seus representantes no Congresso Nacional, formando as chamadas República de Jesus e a Bancada Evangélica.
A atual Bancada Evangélica tem 220 deputados e 26 senadores. O que lhes dá a força para a aprovação de projetos e emendas ao gosto de seu credo.
Nesta última votação sobre a reforma tributária, conquistou total isenção de tributos para suas Igrejas.
Nesta hora é importantíssimo lembrar o artigo 19 da nossa Constituição que diz:
“É vedada à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: I – Estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvenciona-las [...] ou manter com eles ou seus representantes, relações de dependência ou aliança”. Assim como influenciar as instituições públicas.
Resumindo: O Estado Brasileiro é laico e não pode submeter-se a crenças e/ou credos religiosos. Se o fizer, é crime sujeito às penas da lei.
Enquanto seus crentes de boa-fé continuam pagando seus dízimos, precisam pagar suas próprias contas de luz, água, seu IPTU e os demais impostos, sua Igreja se regala numa festança gratuita, amealhando riquezas e construindo seus riquíssimos templos.
A propósito, a revista FORBES, dos Estados Unidos, uma das mais bem conceituadas revistas de negócios e economia do mundo, mostra a lista dos pastores evangélicos mais ricos do Brasil.
- Edir Macedo – Igreja Universal do Reino de Deus – 2 bilhões de reais;
- Valdomiro Santiago – Igreja Mundial do Poder de Deus – 420 milhões de reais;
- Silas Malafaia – Assembleia de Deus – 400 milhões de reais;
- R.R. Soares – Igreja Internacional da Graça – 125 milhões de reais
- Estevam e Sônia Hernandes – Igreja Renascer – 120 milhões de reais.
Abrir Igrejas de qualquer culto é hoje um bom negócio, pois pasmem, no Brasil nascem 17 novos templos a cada 24 horas!
Enquanto cochilamos, esses clubes estão tomando o PODER.
Fiquemos alertas, nós ímpios e infiéis!
Em tempo: um viva carinhoso à vibrante gauchada neste 20 de setembro.