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Política

O futuro do Instituto Erechinense de Previdência em discussão

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Debate foi intenso na sessão da segunda-feira, 11
Por Rodrigo Finardi
Foto Reprodução TV Câmara

Na segunda-feira, 11, foi aprovada reforma do Instituto Erechinense de Previdência (IEP), que foi criado há oito anos. O tema espinhoso, suscitou vários debates, e principalmente quanto ao futuro do regime próprio. Isso mostra que o assunto previdência que é discutido no mundo há anos, ganha força no Brasil, com o envelhecimento da população, e não poderia ser diferente, ter reflexos em Erechim.

Após a votação - e mesmo quem votou favorável (ampla maioria) -, sabe das dificuldades futuras e uma única certeza: essa não foi a última reforma. De tempos em tempos será necessária sua reavaliação para ter perenidade. E no epicentro desta discussão, o papel do servidor público, que agora passa a contribuir por mais tempo, para poder fechar às contas. A seguir, o posicionamento de alguns vereadores, sobre o tema. 

 

“Foi uma ilusão, posta goela abaixo”

Leandro Basso (Progressistas): “esse debate começou errado, foi conduzido errado e está sempre sendo remendado ano após ano. No dia a votação, com a casa lotada, tive a coragem, em pesquisa que fiz junto ao projeto, eu e a vereadora Eni, de votar contra. Isso por que todos nossos cálculos foram ignorados e diziam que era a oitava maravilha do mundo para o funcionalismo. Não se passou nem 10 anos e quantas vezes já foi mudada a alíquota de contribuição? Se funcionasse teriam ganho o Prêmio Nobel de Economia. Mas foi uma ilusão, posta goela abaixo”

 

“Não é uma equação fácil”

Rafael Ayub, vereador do MDB:  “Chegamos ao dia de votar a reforma da previdência dos funcionários da prefeitura. E quando se fala em reforma todo mundo fica arrepiado. Temos que fazer escolhas e elas são para benefeciar maior parte da população. Mas cabe aqui um resgate. A lei que aprovamos diz se o IEP não conseguir pagar as aposentadorias, quem paga é a prefeitura. Na época se viu a criação do regime próprio de previdência como benéfico, pois a prefeitura pagaria menos, os profissionais contribuiriam menos e teriam mais garantias no futuro. A Constituição Federal de 1998 já teve várias reformas. E outras virão que irá piorar a situação. Cada vez tem menos gente trabalhando e vivendo mais. Não é uma equação fácil. Todas as reformas previdenciárias foram por um só motivo, o equilibrio atuarial”.

 

“Quero refletir sobre a montagem do IEP”

André Jucoski (PDT): “Votar reforma da previdência não é o momento mais agradável para qualquer parlamentar. E é até bom que eu venha falar antes do líder de governo, para que tenhamos algumas respostas. Realmente é difícil de fechar a conta e sei do esforço do IEP nesse sentido. Quero refletir sobre a montagem do IEP. Foi feito num momento eufórico, com todos os funcionário. E estão felizes hoje com todas essas mudanças? Quero que alguém me responda. Aprovada a reforma, qual vai ser o caminho, quando está prevista a próxima reforma? Isso para não termos mais um problema para resolver num curto espaço de tempo. Cada vez mais temos onerados os funcionários públicos. Como será o funcionário do futuro? Não faço oposição por oposição, alguém precisa fazer questionamentos”.

 

“Não podemos ser hipócritas, e votarmos contra”

Sandra Picoli (PCdoB): “Não é confortável para nós, votarmos uma reforma que meche no bolso do nosso funcionário público. O que se está criando aqui é uma contribuição aos inativos, que até então, não contribuem com o IEP. E é necessário no momento? Sim, até para preservar os ganhos dos futuros servidores. Não podemos ser hipócritas aqui, e votarmos contra. Essa reforma preserva os ganhos, mas não se pensa nos futuro dos servidores. Garante os direitos para a leva de servidores que temos hoje. Não sabemos como será daqui para frente. E para ter contribuição para o IEP precisamos ter nomeados, e ficamos anos sem. E isso interfere no cálculo”.

 

“O IEP ainda é melhor que o INSS”

Claudemir de Araújo (PTB): “Esse é o papel do vereador. Cabe a nós e temos que ter coragem. Quando foi criado votei favorável pois víamos a movimentação dos funcionários. Falando em aposentadoria, gostaria que me falassem de uma pessoa que está aposentada pelo INSS e está feliz. Cabe a nós esse dever de votar contra ou favorável. É complicado, mas temos que dar um voto de confiança. O IEP ainda é melhor que o INSS. Tenho a convicção que neste momento meu voto é favorável. Não temos uma bola de cristal para saber se irá estourar ali na frente”.

 

“É necessário que se tenham as reformas”

Ale Dal Zotto (PSB):  “O INSS que vem atacando os aposentados. Lembro só de uma mudança recente que é a pensão por morte. Quando alguém falta na família, irá receber apenas a metade, jutamente na hora que mais precisam. Estamos votando essa reforma do IEP e teremos que fazer mais no futuro, pois as coisas vão mudando, o mundo é dinâmico. É necessário que se tenham as reformas, e não é fácil votar. Mas é importante de ver quem sabe o que está votando e quem vota contra pelo seu bel prazer, quando o raciocínio é votar a favor da reforma”.

 

“Reforminhas em doses homeopáticas”

Anax Pezzin (Republicanos): “O IEP para uns é mais tranquilo e para outros é mais sensível. Esse assunto é quase chover no molhado. Mas antes dele ser criado, já tinha um grupo de pessoas que mostravam contrariedade.  O tempo foi passando e as contas não fecham e foi obrigado a fazer reforminhas em doses homeopáticas, tirando um pouco a areia de baixo do pé. Teremos sempre pequenas reformas a cada mandato. E sempre com a mesma condição pela saúde financeira do instituto. Temos duas questões. A primeira é ter o orgulho de manter o passivo e a segunda é a quebra. Daí não é dose homeopática, vem a pancada seca”.

 

“Somos transparentes e responsáveis no que estamos fazendo”

Fifo Parenti (MDB), líder de governo: “É de suma importância que tenhamos pontos e contrapontos, pois representamos de fato, os anseios da população erechinense. Mas temos que esclarecer que todo o cálculo atuarial do IEP é muito responsável. Um grupo de estudo, fez o cálculo e chegaram ao entendiment da necessidade desta reforma. É muito simples responder os questionamentos. O IEP fez assembleias com os servidores, para demonstrar o que estava sendo debatido e o que seria feito com essa reforma. Somos transparentes e responsáveis no que estamos fazendo. O IEP na sua categoria é o 4º mais rentável do Brasil. Em oito anos, foram mais de R$ 15 milhões de economia aos cofres públicos”.

 

 

 

 

 

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