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Opinião

Memórias de Viagem: Japão e Cruzeiro pelo Mar da China (Parte XIV)

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Por Marlei Klein

Hoje e a economia da China- Conforme notícia, precisamente do dia 22 de agosto de 2023, o colunista de assuntos internacionais, Jurandir Soares, comentou: “O mundo todo está sendo sacudido pela acentuada desaceleração da economia chinesa. Afinal, o país que por mais de uma década cresceu em média 10%, alavancando as economias de muitos países – o Brasil inclusive –, não deve ter um crescimento de seu PIB superior neste ano. O crescimento econômico da China reduziu-se a 0,8% nos últimos três meses. Assim, enquanto a maior parte dos países está preocupada com a inflação, a da China está em baixa pela falta de consumo... A crise atingiu, por extensão, o setor de construção civil, sabidamente um grande gerador de empregos e uma atividade que representa cerca de 25% da economia do país... Embora os analistas vejam maior prejuízo nas ações de “commodities” metálicas e menor impacto no agronegócio e na indústria de alimentos. Mas, enfim, o gigante da economia mundial está cambaleante. E o mundo balança junto. ”

           

Reminiscências

O navio-cruzeiro atracou no porto Hong Kong. É cidade fascinante, seja pela sua posição geográfica, por sua mistura de raças, pelo colorido das luzes. Tudo nela contribui para encantar aqueles que chegam. A baía de Hong Kong é fascinante, especialmente à noite com as luzes da cidade refletidas em suas águas. Há vários passeios de barco com jantar a bordo.

 

Hong Kong

Está localizada no mar do sul da China. Foi território cedido à Inglaterra depois da derrota da China na Guerra de 1842. No período em que esteve sob o domínio dos ingleses obteve grande liberdade econômica. Era a única via de comércio entre a China e o resto do mundo. Na década de 90, tornou-se a sétima economia mundial em volume de negócios. Sua prosperidade deveu-se à energia produtiva de milhares de pequenas oficinas domésticas, que também davam conta de grandes encomendas feitas pelo ocidente. O baixo custo da mão-de-obra era um dos argumentos mais fortes usados pelos empresários da região que procuravam financiamento no Ocidente para suas indústrias. O atual presidente da China, Xi Jinping, conclama que a China conquistou o controle total de Hong Kong e quer fazer o mesmo com Taiwan. Mas não é bem assim...

 

Antiga colônia britânica

Quando a antiga colônia britânica de Hong Kong foi devolvida à China, em 30 de junho de 1997, era um dos territórios mais ricos do mundo. O lema era: “Enriquecer é glorioso! ” O presidente chinês prometeu que respeitaria o sistema capitalista sem mudança no sistema social. Também manteria a liberdade de imprensa. Na cidade tudo lembra os ingleses. Nela há a tradição britânica de trabalho ordenado, naturalmente por toda a população. A língua usada é o inglês. É matéria obrigatória nas escolas. Conhecemos alguns educandários, cuja construção preserva uma arquitetura de educandários ingleses. Os alunos, muito disciplinados, usam uniformes no estilo europeu. As escolas tradicionais estão localizadas entre parques e jardins. Como na Inglaterra, a direção dos carros e do trânsito é pela direita.

 

Hong Kong- moderna e agitada

Há vias expressas de até dez pistas, com tráfego constante de caminhões pesados. Estes, transportam os produtos principais da sua economia: sapatos, roupas, brinquedos e componentes eletrônicos.  Ex-colônia britânica é país de dois sistemas: o socialista- República Popular da China- e o capitalista com alto grau de autonomia. A sua moeda é o dólar de Hong Kong. Sua cotação é de mais ou menos meio ‘Real’. O seu centro urbano é densamente povoado. Mas, o seu horizonte é desenhado por arranha-céus.

 

Trabalho e modernidade

Na nossa visita contemplamos o ritmo acelerado das construções. A cidade literalmente nunca dorme, com operários da construção civil trabalhando à noite para atender a demanda constante de novos prédios. Os contratos são assinados e cumpridos rigorosamente, caso contrário, há multas elevadíssimas. Altos edifícios são entregues dentro de três a quatro meses. Paramos diante da construção de um suntuoso arranha-céu em construção. Todos os arranha-céus possuem sistema de prevenção a ventos e terremotos. Verificamos que a cada 5 andares há um totalmente aberto para a passagem do vento. Como eram duas torres, estas não estavam juntas, mas separadas para permitir a passagem do vento.

Quarteirões inteiros foram demolidos para dar lugar a edifícios modernos. Transformaram bairros inteiros em mostruários futuristas. Construíram uma cidade de concreto e vidro que nada fica a dever a São Francisco- Chicago (USA), ou a Tóquio (Japão).

   

Hábito do chá

Como Hong Kong foi colônia inglesa mantém o hábito do chá. Este é servido sempre, na chegada a algum lugar ou após as refeições. Herança dos ingleses. Na Inglaterra, o chá é muito apreciado e era, antigamente, muito taxado. Foi um imposto sobre o chá que causou a Revolução Americana, quando um grupo de colonos jogou no mar, no porto de Boston, caixas de chá transportados por navios ingleses. Em Hong Kong o chá é sempre oferecido em xícaras de porcelana, à moda inglesa.

 

Conclusão

Hong Kong é considerada uma das cidades mais verdes da Ásia. Nos nossos passeios observamos sempre o cuidado pela natureza nos seus parques e jardins. A cidade-estado impressiona por sua organização. Conhecemos o Pico Victoria, que era um local exclusivo de residência de ingleses, governadores e ricos comerciantes. Muitos bairros são residenciais e comerciais. Pela passagem do Porto Aberdeen há a vista de uma típica aldeia de pescadores que mantém ainda hoje, costumes milenares.

 

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