A região do Alto Uruguai foi sede de pioneirismo de infraestrutura que marcou a história da eletricidade nacional. Foi o berço do cooperativismo elétrico no Brasil, precursor no segmento da eletrificação rural, através da criação em 1941 da Cooperativa Força e Luz de Quatro Irmãos, na antiga Colônia Judaica de Quatro Irmãos.
Pela primeira vez em décadas
Recentemente, pela primeira vez em décadas, foram identificadas em meio às matas, e fotografadas, as estruturas restantes da antiga Usina, no município de Quatro Irmãos, com seu sistema básico de canalização e condução de água preservado, às margens de área de córrego do Rio Padre.
Trabalhar pela preservação da área
A comissão de fomento do Polo de Turismo Histórico Judaico de Quatro Irmãos e Região, trabalha pela preservação da área, destas estruturas, e em futura inserção, deste espaço organizado e com acesso, como ponto da Rota Judaica.
Gerando emprego e renda
A Cooperativa Força e Luz de Quatro Irmãos proporcionou grande desenvolvimento local, oferecendo a então escassa energia elétrica no interior da região, acelerando fábricas, serrarias, comércio e outros processos produtivos, gerando emprego e renda.
Preservação como patrimônio histórico e cultural
Sua presença destacada em diversos sites da história da eletricidade de âmbito nacional, sinaliza a importância de sua preservação como patrimônio histórico e cultural, e com potencial educativo de nossa época, como legado de uma comunidade que buscou soluções pela iniciativa privada e pelo cooperativismo, quando o Estado não era capaz de oferecer esse suporte.
Um pouco da história
A Cooperativa teve como seu primeiro presidente Alberto Verminghoff, então dono do Cartório de Quatro Irmãos, que juntamente com outros 22 associados realizaram uma reunião na sede da ICA – Jewish Colonization Association, e decidiram fundar a cooperativa. Na oportunidade foi eleito para diretor comercial o associado Isidoro Eisenberg e para diretor-gerente Reinaldo Fleck.
Nas fotos, uma promissória assinada pelo então cotista Jorge Domogaleski, como capital de integralização, e fotos atuais da Usina, captadas pela fotógrafa Marisa Razzia, de Erechim.