A obesidade é uma condição que advém do acúmulo de gordura corporal exacerbado. Suas consequências não param no quesito saúde física e também afetam a saúde mental do indivíduo. Por sua vez, desencadeiam distúrbios emocionais que, conforme o quadro da pessoa, pioram ao longo do tempo. Isso nos leva a pensar acerca de quão devastadora é a manifestação dessa condição ao longo da vida?
Um dos distúrbios emocionais mais comuns relacionados à obesidade é a depressão. A sociedade, muitas vezes, perpetua estereótipos negativos sobre as pessoas obesas que as levam à discriminação seguida do isolamento e baixa autoestima. Essa situação é perceptível no filme A Baleia, do diretor Darren Aronfski, quando Charlie, personagem principal, que é uma forma de “objeto”, age de maneira autodepreciativa e se isola no dia a dia.
Assim como a depressão, a ansiedade pode ser desencadeada pela condição de obesidade, sendo uma das doenças mais recorrentes em grupos com essa pretensão. A ansiedade, em casos de pacientes com sobrepeso, está diretamente ligada ao medo do julgamento de outras pessoas, conforme o longa-metragem também descreve.
Como demonstrado no filme, Charlie reconhece que ao ganhar peso ele deixa de brincar com sua filha como fazia antes e desiste de trabalhar da forma que trabalhava, inclusive por se importar demais com os olhares. Tal comportamento alheio levava-o à culpa e muitos hábitos alimentares não saudáveis.
Uma abordagem multidisciplinar é essencial para o avanço do entendimento das condições desses indivíduos, diariamente. Devemos também sensibilizar a sociedade com o objetivo de descontinuar os estereótipos e a discriminação, a fim de compreender e ter empatia com pessoas condicionadas e esses distúrbios. Atos, assim, auxiliam o tratamento e a busca por uma melhor qualidade de vida.