A depressão é uma realidade que compromete a vida de aproximadamente 300 milhões de indivíduos, de acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde. Apesar deste problema ser silencioso e imperceptível, os sentimentos relacionados são profundos e abrangentes. Eles ecoam e são refletidos nas pessoas, uma vez que influenciam a sociedade como um todo. Mas, como encarar e superar a depressão em tempos contemporâneos?
A afirmação "O homem é o lobo do homem", introduzida por Thomas Hobbes, revela-se um subtexto perspicaz para essa questão, especialmente quando consideramos o contexto da atual contemporaneidade. Nele, observamos que o ser humano, por natureza, muitas vezes, age de maneira egoísta, podendo representar uma ameaça à própria sobrevivência da espécie.
No âmbito patológico, a depressão manifesta-se por meio de sentimentos de tristeza, pessimismo e autoestima reduzida, frequentemente entrelaçados. Em desafio, transcende limitações e impacta sujeitos de distintas faixas etárias, gêneros e origens.
Sua natureza, aborda elementos biológicos, psicológicos e sociais. Tal complexidade, é visível na obra cinematográfica “A Baleia”, onde o personagem Charlie incessantemente busca conexão com sua filha Ellie. Esta, por sua vez, tende a ver o mal em todos, especialmente em relação ao pai, devido ao fato de tê-la deixado com a mãe ainda pequena. Acontece que, ambos os personagens estão certos, pois todas as pessoas possuem um lado positivo e outro negativo consigo.
Quanto ao filme acima, serve de exemplo para compreender os muitos caminhos obscuros que a doença proporciona a quem ela acomete e, muitas vezes, sem dó nem piedade.
Vale ainda mencionar, que o longa-metragem aborda mais temas importantes para reflexão do telespectador, em especial, nos tempos atuais e líquidos.