“A erva mate para o mundo”
No VIII CONGRESSO SUL AMERICANO DA ERVA MATE que está acontecendo no Paraguai, é uma oportunidade ímpar de contatar e conversar com os produtores, industrialistas, viveiristas, pesquisadores, extensionistas e autoridades governamentais de países como Paraguai, Argentina, Uruguai, Brasil, e até Síria, que se conecta com o mundo árabe.
Nesta oportunidade, estou conversando com o Heroldo Secco do Paraná, fundador da Mate Tea Brasil, que é um especialista em mercados e novas aplicações para o mate brasileiro.
Heroldo conta o “que eram tendências vislumbradas em 2010, começaram a se tornar realidade em 2020, quais sejam: chocolates, pão de queijo, sorvetes, picolés, balas diets, e alimentos funcionais (sem glúten e sem lactose). Seguem abertas, tendências como a incorporação do mate em operações de cafeterias e de sucos naturais, que alcançaram apenas locais esparsos, porém já estão em avaliação por grandes redes, de muitos países desenvolvidos como EUA, Alemanha, França, Inglaterra, entre outros. A resiliência, contatos constantes e construção de parcerias, seguramente trarão os resultados esperados nos próximos cinco anos.
Trata-se de mercados de alta rentabilidade, abertos a inovações e oportunidades, porém extremamente exigentes quanto a saudabilidade, sustentabilidade, e sabores superiores.
O mate brasileiro ainda vinculado ao trinômio chimarrão, terere e mate tostado, esta arraigado a tradições e rituais regionais que dificultam a expansão da base consumidora, porem podem ser utilizados como apoio cultural aos novos consumidores.
Entendendo todo este cenário, as indústrias ervateiras precisam investir em novas células de negócios aparte do trinômio tradicional, tanto pelas suas especificidades de produção e comercialização.
Quando o mate é tratado como ingrediente funcional ou para consumo nestes novos nichos de mercado a equipe de vendas deve ser capacitada de forma diferenciada as que atendem supermercadistas e outros varejistas.
Caso as indústrias ervateiras não invistam rapidamente nestes novos nichos de mercado, outros segmentos ocuparão estes espaços.
Afinal, você conhece alguma ervateira que comercialize produtos de mate além da cuia?
A parte desta conversa, as entidades representativas, como IBRAMATE, SINDICATOS DO MATE DO BRASIL, INYM da Argentina e CYP do Paraguai sonham em unir-se para conquistar novos mercados no planeta, especialmente os países asiáticos, árabes, e europeus, onde o chá é um habito diário, os sucos e produtos funcionais estão em alta.
A nossa “santa e milagrosa erva mate” mostra mais uma vez seu grande potencial, ainda adormecido.