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Opinião

Reflexões sobre o Dia do Patrimônio e do Dia do Historiador

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Por Henrique Trizoto - Coordenador do Arquivo Histórico
Foto Divulgação

 

Na última semana tivemos duas datas representativas para o campo da História e do Patrimônio, áreas que se entrelaçam para gerar a compreensão acerca de um determinado grupo social. No dia 17 de agosto é comemorado o Dia do Patrimônio e no dia 19 comemora-se o dia do Historiador, classe da qual este escriba se orgulha em fazer parte.

Parto da compreensão que os patrimônios de uma determinada comunidade pressupõem um legado, uma representação da memória coletiva de um grupo social. Barros aponta que este conjunto é composto por “símbolos, Monumentos, a Pedagogia com suas enciclopédias e dicionários, as Heranças como os santuários régios e as relíquias monásticas, as Paisagens, o Patrimônio, o Território e mesmo a própria Língua, que realiza memória em si mesma ao trazer consigo traços de grupos específicos e da humanidade como um todo... eis aqui um vasto universo de “lugares de memória” que inclui a própria historiografia, seja esta científica ou cronística” (BARROS, 2011, p. 329-330).

 Neste sentido, podemos por exemplo, incluir obras como Subsídios para a História de Erechim de Oscar da Costa Karnal, Guia Geral do Município de Erechim, elaborado pela Gráfica São Judas Tadeu. Em 1958, Colonos na Selva de João Weiss de 1950, O grande Erechim e sua História (1981) de Antônio Ducatti Neto, Serra do Erechim de Juarez Miguel Illa Font (1983), Histórico de Erechim, de Ernesto Cassol (1979), como patrimônio cultural de Erechim (opinião deste pesquisador), pois são obras que prestaram e ainda prestam relevante auxílio para os pesquisadores de todas as áreas.

Estas obras, ajudam a consolidar a apropriação do patrimônio local. Horta, Grunberg e Monteiro (1999, p. 6) apontam que “o conhecimento crítico e a apropriação consciente pelas comunidades do seu patrimônio são fatores indispensáveis no processo de preservação sustentável desses bens culturais, assim como no fortalecimento dos sentimentos de identidade e cidadania”.

 Neste sentido, enquanto historiador reforço a ideia de que a “Educação Patrimonial é um instrumento de “alfabetização cultural” que possibilita ao indivíduo fazer a leitura do mundo que o rodeia, levando-o à compreensão do universo sociocultural e da trajetória histórico-temporal em que está inserido. Este processo leva ao reforço da autoestima dos indivíduos e comunidades e à valorização da cultura brasileira compreendida como múltipla e plural” (HORTA, GRUNBERG E MONTEIRO,1999, p. 6)

Portanto, as áreas em questão trabalham com os elementos que lastreiam as narrativas de uma comunidade e a construção de sua memória coletiva, permitindo refletir sobre os seus percursos constitutivos, elementos valorizados / silenciados e por consequência construir um saber histórico capaz de dialogar e promover a cultura da paz e do respeito pela diversidade.

 

 Referências

BARROS, José D’Assunção. Memória e História: uma discussão conceitual. Revista Tempos Históricos, v. 15, 2011. p, 317-343

HORTA, Maria de Lourdes Parreiras; GRUNBERG, Evelina. MONTEIRO, Adriane Queiroz. Guia Básico de educação Patrimonial. Brasília: IPHAN/Museu Imperial, 1999.

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