Regressão: um bem ou um mal?
A cada existência o Espírito renasce para uma nova vida.
Está aí a prova da misericórdia divina, traduzida pela oportunidade de resgatarmos nossos débitos e evoluirmos espiritualmente através do perdão.
Esse renascimento, frequentemente ocorre no mesmo meio e com a maioria das pessoas com as quais, no passado, fomos protagonistas de atos que vieram a causar algum mal a alguém desse grupo ou a todos.
Diante dessa afirmação é de perguntar-se como agiria o indivíduo ao descobrir que tais pessoas foram por ele odiadas ou que ele fora vítima? Não se teria recrudescido esse ódio? Ou seria humilhado diante daqueles a quem ofendeu? Haveria condições para o perdão?
O conhecimento desses fatos do passado em nada contribui para a superação. Pelo contrário, somente agravam e dificultam a aceitação pelos envolvidos.
De que valeria sabermos sobre o passado, geralmente tormentoso, se ao invés de nos ajudar, aumentaria nossas aflições e impediria o exercício de nosso livre-arbítrio para repararmos nossos erros?
Deus nos deu apenas o que necessitamos para nossa superação e adiantamento: nossa consciência.
E como afirmam os Espíritos na questão 621 de O Livro dos Espíritos, é em nossa consciência que estão as leis de Deus.
Há casos, embora raros, em que a regressão, que abre as portas mais profundas de nossa memória, possui o merecimento de quem procura respostas e curas para suas inquietações do passado.
Pode ser benéfica, quando necessária ao “...esclarecimento de problemas atuais ou de atitudes reprováveis, aparentemente gratuitas e inexplicáveis perante certas pessoas” (Hermínio Correa de Miranda).
(Próximo tema: Esquecimento Do Passado – Parte III)