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Política

Indefinição faz parte do DNA dos partidos em Erechim

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Por Rodrigo Finardi
Foto Rodrigo Finardi

Faltando pouco mais de um ano para as convenções municiais de 2024, que escolherão os candidatos a prefeito e vice de Erechim, relembrou um pouco da história política do município, que mostra que a indefinição faz parte do DNA dos partidos, deixando quase para última hora suas escolhas. A cidade cresceu, e o modelo de campanha mudou, mas me parece que muitos não estão nem aí para essa mudança. Em 1993, Antônio Dexheimer (MDB) se elegeu prefeito com Luiz Schmidt (PDT) de vice.

1996

Em 1996, sem reeleição, Dexheimer não apoiou seu vice Schmidt e sim Jandir Santolin (MDB). Schmidt deixou a prefeitura e no apagar das luzes colocou o PT de vice com Clodomiro Fioravante, e venceu o pleito. Com alguns meses de governo, por problemas internos Schmidt pediu que o PT deixasse a prefeitura.

2000

Em 2000, depois de governar sem vice, Schmidt foi a reeleição. Num primeiro momento era para ser seu vice Luiz Tirello (PTB), mas de última hora, o partido deixou o governo e Schmidt buscou para ser seu vice, Antônio Dexheimer (MDB). Foi quando Eloi Zanella (PP) voltou e teve como vice Luiz Tirello (PTB). Tiraram a reeleição de Schmidt.

2004

Em 2004, Eloi Zanella fez suspense até a última hora, para dizer que iria à reeleição. E na certeza, que a direita tem 30% cativo dos votos de Erechim, sua indecisão acabou criando três chapas de oposição: Antônio Dexheimer (MDB), Luiz Schmidt (agora no PPS) e Élio Spanhol (que era do PT e numa prévia interna histórica, venceu Ivar Pavan, com todo seu poderio político). Não deu outra, Zanella conquistou seu quarto mandato, novamente com Tirello (PTB de vice).

2008

Em 2008, Tirello (PTB), concorreu a prefeito com Eni Scandolara (PP) de vice. Foi quando apareceu um novato, Paulo Polis (que era vereador do PT, o mais votado em 2004) e numa união com o MDB venceu as eleições. Após a eleição, Tirello se reportou aos Progressistas, dizendo que não fizeram campanha para ele.  

2012

Em 2012, Polis (PT) e Ana (MDB) foram à reeleição e venceram José Rodolfo Mantovani (PP) com Vinícius Anziliero (PSDB) de vice, com larga vantagem. Nessa eleição os grandes da política não foram para a disputa. Mas quando janeiro chegou, de 2013, numa eleição complementar que acabou não saindo, Luiz Schmidt (agora no DEM) e Ernani Mello (PDT de vice) concorreram contra Anacleto Zanella (PT) e Edgar Marmentini (MDB). Polis assumiu em fevereiro de 2013.

2016

Em 2016, numa eleição histórica, três ex-prefeitos se uniram, com o objetivo de tirar o PT do governo. De um mesmo lado, até então impensável, Luiz Schmidt (agora no PSDB), Antonio Dexheimer (agora no PSD, mas não apoiou os candidatos de seu partido) e Eloi Zanella (PP). E de vice Marcos Lando (PDT), que conseguiu de última hora, fazer com que o candidato a prefeito do partido, Ernani Mello (PDT), desistisse da disputa.

Aberta as urnas, 12 votos de diferença (0,02%). Schmidt (PSDB) fez 23.819 votos (39,82%) e Ana Oliveira (MDB) fez 23.807 votos (39,80%).

2020

Em 2020, uma situação inversa se observou nos movimentos políticos. A oposição se organizou antes da situação. Dois candidatos naturais à prefeitura – Paulo Polis (MDB) e Flavio Tirello (PSB) se unem, com apoio de mais alguns partidos. Venceram no atar, embretando alguns partidos -  com mais de 58% dos votos válidos: Marcos Lando (PDT), ficou em 2º; com Tiago The Police (PRTB) em 3º e Cláudio Pagliosa em 4º lugar. 

2024

O governo que em 2020 era oposição, já está organizado para o pleito, principalmente o MDB. E ainda trouxeram ao longo do mandato o PSDB. Basta aguardar como a oposição irá se portar, ou deixará tudo para última hora.

 

 

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