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Opinião

Reconciliar-se com os adversários (parte final)

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Por União Espírita

“...enquanto estás a caminho...”

 

Quando ocorrem dissensões, a tendência é afastarmo-nos o mais cedo possível dos nossos desafetos e não nos aproximarmos mais deles. Queremos distância!

Tal atitude pode ser motivada pelo receio de novos conflitos; mas também, pelo orgulho ferido.

Sejam quais forem as razões, está se encaminhando para o distanciamento definitivo e, com o passar do tempo torna-se cada vez mais difícil a reconciliação.

É preciso, em dado momento, dar um basta e alterar o rumo.

Que seja, inicialmente, com insegurança, mas que se dê o primeiro passos.

Simples palavras de apaziguamento, nascidas de nosso íntimo, promovem mudanças; senão de imediato, ao longo do tempo, como uma semente lançada à terra.

Lembremo-nos de nosso Mestre quando dizia: “...brilhe a vossa luz diante dos homens para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem vosso Pai, que está nos Céus. ” (Mateus, V: 16).

A luz da concórdia, da indulgência, da humildade.

Essa luz irá surgir, por vezes, timidamente no coração do outro e no nosso coração, mas será essa luz que iluminará o caminho para nossa paz de consciência e a pacificação dos sentimentos.

Como se libertar dessas correntes que unem o agressor ao agredido?

Reconciliando-se com o adversário enquanto há tempo.

Isto é, enquanto estamos dividindo nossa existência com essas pessoas.

Logo!

 

Faze a tua parte

Muitos encontram resistência no adversário de ontem, que não aceitam a reconciliação.

Como nos lembra Emmanuel em sua obra Pão Nosso, Jesus dizia “concilia-te”, como se dissesse: faze a tua parte.

Se o adversário é ignorante – continua Emmanuel – medita na época em que também desconhecias as obrigações primordiais e observa se não agiste com piores características; se é perverso, categoriza-o à conta de doente e dementado em vias de cura. ”

E usando de uma alegoria, dizia o Benfeitor, que se o inimigo é implacável e nos levar ao “juiz”, teremos em nossa defesa as provas e os testemunhos de nossa benevolência.

Trabalha, diz Emmanuel para a harmonização e a reconciliação, porém, se não encontrares a respostas, “concilia-te com a própria consciência e espera confiante”.

 

 

Fontes Consultadas

- Isto Vos Mando: uma antologia mediúnica (Júlio C. G. Ribeiro, pelo Espírito Estêvão

- O Evangelho Segundo o Espiritismo (Allan Kardec)

- Verdade e Amor (Francisco C. Xavier, p/Espíritos Diversos)

- Pão Nosso (Francisco C. Xavier, p/Espírito Emmanuel)

 - As Bem-aventuranças e Outras Belezas Espirituais (André Luiz Peixinho)

 

(Próximo Tema: Esquecimento do Passado)

 

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