“Como formar uma mata nativa”
Passados 70 anos, chegamos ao último processo de sucessão ecológica, o 6º ciclo da formação florestal, o chamado “estágio clímax”. São árvores de crescimento muito lento, que sobrevivem à sombra e a proteção das demais, vegetando na parte inferior do dossel (estrato da floresta). Com uma grande quantidade de nutrientes na camada superior do solo, umidade, e grandes árvores produzindo sombra, cria-se todas as condições ideais para o estabelecimento das espécies clímax. Aliado a uma fauna já associada ao local, que será determinante na dispersão de suas sementes, geralmente são grandes, protegidas por uma densa camada de tecido, que evita a perda de água e dificulta a predação por pequenos insetos.
Normalmente, estas espécies são as nossas frutíferas silvestres, como cerejeira, guabirobeira, sete capotes, uvaieira, jaboticabeira, guabijuzeiro, entre outras.
Quando todo o processo de sucessão ecológica se estabiliza chega ao seu clímax, ou seja, o ambiente já possui uma diversidade significativa de vida com espécies vegetais, insetos e animais.
Portanto, para que de resultado toda a recuperação ambiental de uma área degradada, deve levar em consideração esta premissa como condição para ter sucesso no empreendimento.
Esta é a razão de que muitas campanhas de arborização de praças, parques, avenidas e rodovias, acabam sendo um fracasso total. Resta aquela bela foto das autoridades plantando uma muda, e a manchete na imprensa, depois passados algum tempo, não se vê uma muda que vingou. Além, de que ainda há o agravante das formigas cortadeiras e as intempéries climáticas (seca, geadas).
O dia 17 de julho (última segunda-feira) é a data alusiva ao Dia Mundial de Proteção às Florestas.
Vale lembrar que para destruir uma floresta, hoje com todo o maquinário existente, leva-se apenas algumas horas, mas para recuperá-la leva-se 10 décadas.
As florestas são as fiadoras da vida, cabe a nós protegê-las!