Uma noite para reverenciar a música de qualidade, com músicos gabaritados e público extasiado. Assim pode ser definida, a apresentação da Orquestra de Câmara do Alto Uruguai (OCAU), neste domingo, 16, no Seminário Nossa Senhora de Fatima.
A Orquestra de Câmara do Alto Uruguai, também conhecida como OCAU, foi fundada em 17 de dezembro de 2016, é uma sociedade civil de direito privado com personalidade jurídica, sem fins lucrativos, cunho partidário e religioso. Dentre os seus principais objetivos estão o desenvolvimento da cultura e da produção musical do município de Erechim e de toda a região do Alto Uruguai.
Atualmente, a associação conta com 25 integrantes sendo, em sua maioria, instrumentistas da Orquestra do Belas Artes, de Erechim/RS; e da Orquestra Sinfônica Getuliense, de Getúlio Vargas/RS; vale ressaltar, também, que alguns membros moram no estado de Santa Catarina.
Na coprodução do evento, a Academia Erechinense de Letras (AEL), entidade que cultua e apoia toda manifestação artística que contribua para o engrandecimento da cultura e das artes do município de Erechim.
O Concerto “Clássicos”, sob a regência do maestro Gleison Juliano Wojciekowski, fez uma viagem no tempo, com obras de grandes mestres da música clássica, manifestação artística surgida na Europa por volta dos anos 1.500 e que começou a ser divulgada pelas orquestras a partir de 1.700.
A primeira música da noite a OCAU interpretou Vivaldi, o Concerto VI, “L’Estro Armonico”. No solo de violino, Emanuel Pomorski de Souza, 18 anos, residente em Getúlio Vargas.
Na sequência, a obra “Cânone e Giga de Johann Pachebel, uma das mais conhecidas do período barroco.
O concerto em Fá Maior, “The Sea Tempest”, de Vivaldi, que faz parte da coleção “As Quatro Estações”, foi interpretada pela OCAU, com a beleza da flauta-doce da solista Marilene Jurk Hegele.
A composição de Georg Friedrich, “Ombra Mai Fu – Largo da Ópera Xerxes”, com o solista Maurício Pasquali Slongo, levantou a plateia presente no Seminário. Mas outros grandes momentos estavam por vir.
Uma da mais importantes compositoras e pianistas brasileiras, Chiquinha Gonzaga, com sua obra “Lua Branca”, teve contornos emocionantes no solo da mezzo-soprano, Nathiele Cecchin.
Um dos principais nomes da música clássica, não poderia ficar de fora do repertório. Wolfgang Amadeus Mozart, teve uma das obras primas da ópera mundial – Dalle Sua Pace – Ária de Don Giovanni -, interpretada pela voz do solista Julio Pitthan.
A interpretação a seguir foi uma composição de Dmitri Shostakovich, denominada “Da Suíte Variety Stage Orchestra, Waltz nº 2”, uma valsa nostálgica, composta no século XX, com arranjo de Paul Lavender.
Para encerrar uma noite repleta de emoções, o maestro Gleison e os músicos da OCAU apresentaram “Pompa e Circunstância – Marcha Militar”, composta por Edward Elgar e arranjo de John Whitney. Foram aplaudidos de pé, por vários minutos, pela brilhante noite, que foi um ‘bálsamo’ para os ouvidos.
A constatação da presidente da Academia Erechinense de Letras, Helena Confortin, resume bem o que foi o espetáculo: “O povo de Erechim prestigia a bela arte. Parabéns maestro Gleison. Você conseguiu emocionar a todos”