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Opinião

Morte: a visão espírita (parte final)

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Por União Espírita
Foto Divulgação

Afinidades no plano espiritual (continuação)

A recomendação de Emmanuel: “Daí a necessidade de encararmos todas as nossas atividades no mundo como a tarefa de preparação para a vida espiritual, sendo indispensável à nossa felicidade, além do sepulcro, que tenhamos um coração sempre puro. ”

E continua Emmanuel orientando que, se a existência do indivíduo no plano terrestre foi assentada sobre o amor a Deus e o trabalho, a transição “para a esfera espiritual será sempre suave”, recebendo de seus familiares que já estão do plano espiritual, por estarem no mesmo nível de evolução, o conforto e o apoio de que necessitam. Experimentando assim, uma doce alegria.

Ao contrário, aqueles que se desprendem da vida terrena, plenos de sentimentos inferiores (avareza, luxúria, vícios, por exemplo), não conseguirão encontrar seus entres queridos que estão em uma faixa evolutiva superior. Daí, como esclarece Emmanuel, espíritos sofredores sentirem-se desamparados. Estes, não estão esquecidos pelas esferas maiores de bondade, como pensam, mas estão desamparados por eles mesmos, por sua perseverança no mal e por não buscar na misericórdia divina a fuga de suas aflições.

Exercitemos a capacidade de desapegarmo-nos das coisas materiais.

Enquanto encarnados, todos os dias, temos pequenas provas de desapego da vida material, como exercício preparatório para a grande jornada. E nem sempre nos damos conta.

É o carro que nos remete a boas lembranças, mas que precisamos vender; é uma roupa que já está rasgada; é o emprego onde firmamos boas amizades, mas que precisamos deixar.

Nossa partida é o grande passo, a grande e suprema prova de desprendimento, seja das coisas materiais; seja de nossos amigos, familiares, lugares, vivências...

Preparemo-nos para essa mudança para que não tenhamos momentos aflitivos, de perturbações.

O verdadeiro lar é o espiritual.

Aqui, estamos de passagem, como forma de aprimoramento, de resgate. Ao mesmo tempo em que reforçamos nossos laços de amizade e de amor com aqueles que convivemos ou, apagamos antigas rusgas que tivemos com alguém com o qual dividimos a existência terrena.

E confiemos na Providência Divina que a todos ampara.

Pois o Criador “...não é Deus de mortos, mas de vivos, pois para Ele todos vivem...”

Fontes consultadas

Vídeos da Internet: (Suely Caldas Schubert, Divaldo Franco, Raul Teixeira)

Obras editadas:

- O Céu e o Inferno ou A Justiça Divina Segundo o Espiritismo (Allan Kardec, trad. Evandro Noleto Bezerra). Primeira Parte, Cap. II

- A Morte Sem Mistérios (Donizete Pinheiro)

- O Livro dos Espíritos (Allan Kardec).

- O Consolador (Chico Xavier, p/Espírito Emmanuel)

(Próximo tema:  Reconciliar-se com os adversários)

 

 

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