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Opinião

A fauna humana

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Por Glberto Jasper
Foto Divulgação

Em qualquer grupo social é possível encontrar estereótipos que são bem conhecidos de todos nós. Perdi o número de empregos que tive ao longo de quase 50 anos “de carteira assinada”. Em pouco tempo, em todos os lugares em que cheguei, foi possível identificar os principais tipos humanos que são onipresentes.

Um dos modelos é o cara desconfiado. É aquele que sempre vê, nos outros, potenciais inimigos que são ameaças reais. Também é possível encontrar o autodenominado “super atarefado”. A mesa destas pessoas vive desorganizada e sempre que alguém pede ajuda é comum ouvir resmungos chorosos:

- Bah... eu tô cheio de coisas pra fazer. Não sei nem por onde começar, me desculpa, mas não vai dar pra te ajudar!

Estes, dentro de uma equipe ou grupo, são os menos produtivos porque falam mais do que produzem, gastando energia à toa. Usam a desculpa esfarrapada do excesso de trabalho para fazer quase nada. Outros, no entanto, estão sempre disponíveis para dividir tarefas, dar sugestões e propor novidades. Estes, de verdade, acumulam funções, geram resultados e fazem toda diferença no quesito produtividade.

Temos, ainda, aqueles que gastam a maior parte do tempo fomentando intrigas e fofocas. Sentem verdadeiro prazer em minar o ambiente, jogando um colega contra o outro, espalhando boatos. São inspirados pelo ditado de que “a alegria do palhaço é ver o circo pegar fogo... com o dono dentro”.

Existem, também, os pessimistas crônicos. São uma mescla de quem nunca propõe nada, espalha notícias negativas e se diz cansado e ocupado. Este tipo detesta mudanças inspirado 24 horas por dia pela máxima de que “a gente sempre fez assim”. Ou seja, mesmo que tudo esteja ruim... que assim permaneça.

Estes e outros modelos de personalidade, no entanto, não existem apenas no ambiente profissional. Duvidam? Então, olhe em volta. Na família, no condomínio e mesmo naquela mesa do bar, onde teoricamente todos têm afinidade, os tipos humanos não variam muito.

O ser humano é multifacetado, mas as características são forjadas a partir da formação familiar, da convivência social e com base em princípios mantidos ao longo dos anos. Conviver por vezes é desgastante. Mas neste emaranhado de convivências, porém, é possível encontrar tesouros de valor imensurável.

 

Jornalista/gilbertojasper@gmail.com

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