14°C
Erechim,RS
Previsão completa
0°C
Erechim,RS
Previsão completa

Opinião

Morte: a visão espírita (parte V)

teste
União Espírita
Por União Espírita
Foto Divulgação

Revolta injustificada

Diante da morte de um ser muito querido, não devemos nos desesperar ou blasfemar, mas agradecer ao ser, por ter compartilhado conosco aqueles momentos ditosos que ficarão para sempre em nossas lembranças, e orar por eles, pedir a Deus que tenhamos um dia a bênção de encontrá-los novamente.

Evitar pensamentos que nos remetam a momentos infelizes e dolorosos que levaram à sua partida.

No momento em que se aproxima o desencarne de alguém muito querido, orar, e com gratidão, por ter feito parte de nossa vida, com ternura, desejar uma boa viagem de retorno ao mundo espiritual.

Divaldo Franco observa: quando o indivíduo se acerca do caixão e clama revoltado, “Por que me deixou? ” (Como se fosse um ingrato) ou, “Por que você se foi? ”, “O que será de mim? ”, (ao invés de perguntar o que será dele ou dela); demonstram egoísmo e apego. É esse egoísmo que nos leva ao desespero, diz ele.

Essas energias deletérias perturbam sobremaneira o espírito que está se desligando da matéria, podendo levá-lo à loucura.

Outros, recorrem ao suicídio com o fim equivocado de assim agindo, se encontrarem com seus entes queridos. Mas o efeito é o contrário. Como nos esclarecem os Benfeitores na resposta à questão 956, de O Livro dos Espíritos, deles se afastarão, pagando com esse ato “...aflições maiores do que as que pensaram abreviar e não terão, para compensá-las, a satisfação que esperavam”.

O que acontece com o espírito após a morte

Dependendo da condição evolutiva do espírito, no que tange à moral e à conduta, esse espírito pode continuar por longo tempo ligado às sensações da matéria (vícios, prática do mal, sensualidade), sentindo falta dessas sensações; ou, exercendo o desapego, estar liberto e estar em paz, ser feliz.

Tudo dependerá da ação do pensamento, do processo mental, como afirma Suely Caldas Schubert.

E Divaldo Franco nos traz uma significativa comparação desse momento, ao equiparar a morte ao sono.

Ao despertarmos, isto é, após o desencarne, estaremos acompanhados das lembranças do que ocorreu antes de adormecermos. 

Quem teve uma vida terrena assentada no bem, diz ele, com boas condutas, boas intenções, bons relacionamentos, despertará em paz.

Pela misericórdia divina, os seres queridos nos aguardam, para nos ajudarem nessa passagem, acolhendo-nos, confortando-nos.

No entanto, se o indivíduo tiver uma vida de perturbações de toda ordem, de vibrações negativas, despertará sobressaltado, demandando um longo período para adaptação.

 

(Próximo Tema: Morte - a visão espírita - parte VI)

 

Publicidade

Blog dos Colunistas