Morte de uma criança
Diante da figura frágil de uma criança, toca-nos vê-la partir, imaginando que tudo era esperança nessa vida que se iniciava.
Projetávamos um futuro juntamente a esse pequenino ser e, vendo seu fim, antes mesmo de esboçar sua vontade no mundo material, deixa saudades imensas e um vazio enorme.
Na questão 199 de O Livro dos Espíritos, Kardec lança uma questão sobre a morte prematura de uma criança.
Essa morte, dizem os Espíritos da Codificação, pode representar o complemento de uma encarnação anterior para o espírito; e para os pais, uma provação ou expiação.
Pode ocorrer também, diz Suely Caldas Schubert, que esse mesmo espírito retorne no seio da mesma família em breve tempo.
Convém lembrar, que nada nos pertence.
Tudo faz parte do Plano Divino.
Tudo pertence a Deus.
Esse ente amado que parte, retorna a Deus.
Morte de nossos pais/avós...
Pode ser difícil aceitar quando um ente querido tem sua vida corporal extinta. Deixa saudades, provoca tristeza.
Esses sentimentos são naturais, normais. Mas devem ser passageiros, amparados na certeza de que um dia nos encontraremos novamente. Não no nosso tempo, mas no tempo de Deus!
Aquele sentimento que nos manteve unidos na Terra, permanecerá em nós, em nossos espíritos. O amor não perecerá como o corpo.
Difícil a separação, pois estabelecemos vínculos com nossos familiares.
Durante setenta, oitenta anos, permanecemos nos vendo, interagindo uns com os outros.
Criam-se vínculos forte, difíceis de romper.
Porém, se acreditamos que somos espíritos, embora soframos por essa separação, teremos a certeza de nos encontrarmos um dia.
O sentimento de afeto deve, sim, ser exercitado, mesmo depois da partida de um ente querido.
Na questão 665 de O Livro dos Espíritos, Kardec questiona se devemos orar pelos mortos, e os Benfeitores dizem que sim.
Da mesma forma que oramos pelos que estão dividindo essa existência conosco, podemos orar por aqueles que nos inspiram afeição, concluem eles.
Essa atitude é uma prova de que nos importamos com eles, que queremos seu bem, onde quer que estejam e, servirá para suavizar seus sofrimentos, consolá-los, porque eles também sentem nossa falta, sentem saudades e sofrem com essa separação.
Nem sempre é possível a visita desses seres do invisível aos lugares que lhes marcaram a existência terrena, daí também, a aflição que essa impossibilidade causa a eles.
E Deus, conforme o merecimento deles e o nosso, certamente permitirá que bons Espíritos os assistam.
Jesus não fez distinção entre vivos e mortos quando recomendou: “Amai-vos uns aos outros”.
(Próximo Tema: Morte: a visão espírita - parte V)