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Segurança

Homicídio ocorrido há oito anos vai a júri hoje

Crime teria sido praticado após uma discussão passional entre vítima e réu

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Foto: Leandro Zanotto
Por Leandro Zanotto leandroz@jornalbomdia.com.br

Nesta quinta-feira (16), a partir das 9h20, o plenário do tribunal do júri da Comarca de Erechim, volta a se reunir para julgar o réu Cleber Pereira da Silva (32), acusado de assassinar Juliandra Teresina Alves, com um tiro nas costas, no dia 08 de outubro de 2018, na Rua São Martinho, Bairro Cristo Rei, em Erechim. De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público, baseada no inquérito da Polícia Civil, o réu teria cometido o crime motivado por uma desavença entre as partes. O crime ocorreu após Cleber ter xingado o filho de uma vizinha da vítima, que indignada com ação resolveu reclamar com o suspeito. Cleber buscou uma arma e retornou ao local. Conforme a investigação o réu entrou na residência disparando tiros que tiram Juliandra. na sequência fugiu.

Em depoimento o réu negou o crime. Disse que não assassinou Juliandra e que no dia teve um desentendimento com as partes e foi ameaçado com uma arma de fogo, momento que fugiu e retornou mais tarde ao local, aonde chegou a trocar tiros com outros envolvidos. "Depois eu fui pra casa, aí eu peguei uma arma que eu tinha, voltei lá pra buscar a minha bicicleta que eu tinha deixado quando eu corri deles. Quando eu entrei no carreiro eles saíram de trás de uma casa atirando aí eu corri pra frente do portão e efetuei uns três, quatro disparos e desci correndo para fugir", alegou Cleber

A versão desmentida por testemunhas que presenciaram o fato. De acordo com os depoimentos o crime foi de execução, pois três homens pararam na frente da casa e dispararam pelo menos 12 vezes contra a residência, sendo que um tiro acertou fatalmente a vítima. 

A defesa do réu será feita pelo advogado Ramiro Kunze, que constesta a acusação apresentando a tese que a após o crime o réu apresentou-se na delegacia com uma arma. "Esta arma que foi entregue para polícia, era de calibre diferente daquela que matou a vítima" destacou o advogado. 

A acusação do processo será feita pelo promotor Gustavo Burgos de Oliveira, representante do Ministério Público. A sessão será presidida pelo Juiz Marcos Luiz Agostini.
  

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