Na manhã da última segunda-feira, 5, o presidente do Poder Legislativo de Erechim, Sérgio Alves Bento e o vereador Claudemir de Araújo, autor da proposta, estiveram reunidos com representantes da Secretaria Municipal de Cultura, Aline Angela Balestrin e arquiteta Ariane Pedrotti de Ávila Dias, e o artista plástico Harryson Testa, para tratar sobre a construção do memorial em homenagem às vítimas do acidente da Barragem da Corsan, ocorrido em 2004 no município de Erechim.
Durante o encontro foram abordadas questões técnicas sobre o projeto, bem como o local onde será edificado o memorial.
A tragédia
O dia 22 de setembro de 2004 jamais será apagado da memória dos erechinenses. A data marca a maior tragédia da história de nosso município, onde 17 vidas foram interrompidas em um trágico acidente envolvendo um ônibus que transportava estudantes e que caiu no lago da barragem da Corsan.
17 vítimas
Perderam a vida neste fatídico acidente Márcio Miguel Dubil, Adriana Andréia dos Santos, Lucas Vezzaro, Patrícia Maria Gevinski, Tânia Fátima Dambrós, Fernanda Paula Bortoli, Cristian Diego Modzinski, Daniela Paula Femelinski, Rubens Gelinski, Tiago Franceski, Gledis Sobis, os irmãos Júlio Antônio Pertile e Tatiana Fátima Pertile, Tainara Pereira dos Santos, Léia Terezinha R. Trindade e as primas Bruna Sandra Guareski e Elisângela Guareski.
O Memorial
A construção de um memorial em honra àqueles que perderam suas vidas será o registro edificado da trajetória das vítimas, bem como de seus familiares e amigos, que ficaram, não apenas com a dor da saudade e as lembranças, mas também com o desejo de honrar e homenagear cada uma dessas pessoas. Além disso, o memorial será um espaço de reflexão e contemplação.
Momento mais difícil de minha carreira
Lembro como se fosse hoje o dia da tragédia. Erechim amanheceu cinzenta, com uma leve garoa. Tenho o hábito de levantar cedo, e recebi uma ligação do acidente. Mas não tinha a dimensão do ocorrido. Quando cheguei no local, me deparei com um quadro, que jamais queria ter visto. Em toda minha carreira de 25 anos de jornalismo, foi o momento mais difícil: a cobertura jornalística do dia, e o pós, com famílias, enterro coletivo, missa de um ano, os laudos da perícia, a briga das famílias na Justiça por ‘justiça’.
Essa é uma grande homenagem que o Legislativo está fazendo. E creio que já deveria ter sido feito há mais tempo, mas antes tarde, do que nunca.