Uma experiência em Florianópolis, mudou a vida de Lucia Lopes da Silva para sempre. Portadora de câncer de mama, a aratibense ficou internada por três meses no Hospital Espírita Nossa lar, local em que ela descreve ser de luz, energia positiva e cura.
Enquanto realizava o tratamento no Estado vizinho, Lucia vivenciou ações que a fizeram se questionar de porquê não fazer o mesmo no município em que sempre chamou de casa. “Quando retornei a Aratiba, conversei com os líderes do Governo Municipal da época, que acharam a ideia maravilhosa, iniciar um grupo de suporte à pacientes atingidos pelo câncer. Para ajudar, nos cederam um carro, motorista e uma técnica de enfermagem, que auxiliava na visita de todos os portadores de câncer da cidade”, revela. O grupo ia de casa em casa, convidando a comunidade a participar do primeiro encontro realizado, no dia 16 de dezembro de 2015.
Pouco tempo depois, o time de voluntariado recebeu o nome de Associação Mãos Amigas (AMA), como é carinhosamente conhecido por todos. “Sempre me perguntava, qual a marca que iria deixar no mundo? Pensando nisso, segui com o propósito de dar força, apoio, incentivar e entusiasmar as pessoas submetidas ao tratamento, buscando esclarecer dúvidas, pois tanto eu como a maioria das integrantes, já enfrentamos esse processo. Ser uma mão amiga nesse momento tão difícil é fundamental, além de ter muita fé em Deus que caminha ao nosso lado”, afirma Lucia.
Ações desenvolvidas
Mensalmente, as participantes realizam palestras de esclarecimento e positividade de vida a quem enfrenta a doença. Também são servidos lanches feitos pela equipe de apoio e celebrações especiais em datas comemorativas. “Ressaltando que tudo que é realizado acontece de forma voluntária, inclusive a participação dos palestrantes. Sempre que possível também distribuímos mimos, visitamos os portadores e suas famílias e damos um destaque especial para o Outubro Rosa e Novembro Azul”, expõe.
Como a entidade se mantém
O Grupo AMA se mantém por meio das doações da comunidade e ações. Um dos eventos carro-chefe é o Festival do Risoto, com 12 variedades de sabores, que será realizado nesse ano em 5 de agosto. “Todos que trabalham nesse evento são voluntários, até mesmo alguns médicos de Erechim, que nos ajudar a preparar as receitas, é uma união encantadora”, conta Lucia.
Sonhos
Atualmente, o maior sonho da equipe de apoio é possuir uma sede própria e ter um carro para fazer as visitas aos portadores. “Também sonhamos com a cura de todos”, expressa a presidente.
Saiba mais
- O Grupo AMA já existe há oito anos e não possui CNPJ.
- Nenhum integrante ou palestrante recebe para realizar as atividades.
- O dinheiro das ações é utilizado na compra de mimos e combustível para realizar as visitas.
- A compra de alimentos e preparação dos lanches é feita pela equipe de apoio.
- O grupo envia flores ou coroas quando há o falecimento de um portador e integrante.
- O grupo já contratou shows para a comunidade em geral e o último, no qual o Padre Ezequiel Dal Pozzo se apresentou, foi cobrado um valor simbólico e espontâneo dos participantes.
- Não há vínculo político, étnico, religioso ou de gênero por parte da associação. Todos são atendidos com amor e carinho.