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Saúde

Vigilância Sanitária e em Saúde de Erechim promovem campanha alusiva ao Dia Mundial sem Tabaco

Segundo estudo da Fiocruz, o consumo de tabaco cresceu 34%, resultado de quadros de depressão, ansiedade e insônia, além da introdução de novos modos de consumo como o cigarro eletrônico

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Coordenadora da Vigilância Sanitária de Erechim, Ana Fagundes e diretor da Vigilância em Saúde, Paul
Por Ragnara Zago
Foto Ragnara Zago/divulgação

Após décadas de sucessivas quedas no número de consumidores de tabaco no Brasil, o país voltou a assistir um crescimento no percentual de fumantes no período da pandemia da Covid-19. Segundo estudo da Fiocruz, o consumo de tabaco cresceu 34%, resultado de quadros de depressão, ansiedade e insônia, além da introdução de novos modos de consumo como o cigarro eletrônico.

Essa realidade demanda um amplo debate neste 31 de maio, data em que se comemora o Dia Mundial sem Tabaco. Estudos científicos mostram que produtos como cigarro, cachimbo, charutos, entre outros, possuem mais de 4.700 substâncias tóxicas, entre elas a nicotina, que leva à dependência química. Essas substâncias inaladas pelo fumante estão relacionadas a mais de 50 diferentes enfermidades, entre elas vários tipos de câncer, como os de pulmão, laringe, estômago, pâncreas, fígado, além de doenças respiratórias e cardiovasculares.

Erechim acompanha essa crescente, e conforme a Vigilância Sanitária e em Saúde do município, os órgãos de fiscalização vem recendo inúmeras denúncias de usuários que utilizam esses dispositivos em ambientes fechados. “Quando fomos fiscalizar essas informações, nos deparamos com uma desinformação. As pessoas entendem que por ser cigarro eletrônico é permitido ou menos prejudicial à saúde”, revela a coordenadora da Vigilância Sanitária de Erechim, Ana Fagundes.

Conforme o diretor da Vigilância em Saúde de Erechim, Paulo Botton, há muitos anos é proibido fumar em locais fechados e especificamente em Erechim a lei existe desde 2011. “Como a colega citou, nos deparamos com uma grande desinformação, por isso decidimos realizar esse trabalho de conscientização.  Diferente do cigarro tradicional em que há uma combustão, os dispositivos eletrônicos que não possuem um odor ruim e a maioria caracterizados pela essência agradável, confundem a população quanto ao potencial perigo. Nos deparamos com depoimentos de pessoas que julgavam ser só uma fragrância, quando sabemos que esses dispositivos têm nicotina, muitas vezes mais do que um masso de cigarro tradicional”, evidencia.

Como a campanha funciona

Conforme Ana, a ação que já está em andamento nas redes sociais, por meio da postagem de vídeos e informativos, também passará a acontecer presencialmente, com agentes que visitarão os estabelecimentos. “Vamos passar nos empreendimentos e deixar orientações, além de um cartaz, pois a própria lei municipal diz que é obrigatório ter fixado um cartaz em local visível, determinando que é proibido fumar em local fechado. Num segundo momento, será feita a fiscalização propriamente dita e os estabelecimentos que não estiverem cumprindo as normas, serão responsabilizados”, lembra.

Paulo salienta que, a queixa constante é por parte dos funcionários e comunidade que frequenta esses mesmos locais, mas não utilizam os dispositivos ou cigarros, mas acabam se tornando fumantes passivos. “A legislação existe para proteger tanto o fumante passivo quando o ativo, e acredito que teremos uma boa aceitação da população, pois geralmente as pessoas entendem que não é uma prática legal e que a lei precisa ser respeitada”, finaliza.

*Com informações do Portal AZ

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